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Feira do Livro do Porto foi, “um sucesso a todos os níveis!” Palavras de Rui Moreira que elogiou o trabalho de todos quanto estiveram envolvidos na realização do certame

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira encerrou, no passado dia 12 de setembro, mais uma edição da Feira do Livro, certame que teve o seu início a 27 de agosto último, e que, segundo o autarca, foi “sucesso a todos os níveis”.

Uma vez mais nos jardins do Palácio de Cristal, a Feira do Livro do Porto, destacou, na edição deste ano, o escritor portuense Júlio Dinis que, como é habitual, teve direito a uma placa simbólica no Jardim das Tílias, ao lado de outros destacadas personalidades homenageadas nos últimos anos pela organização da iniciativa.

 

José Gonçalves          Carlos Amaro

(texto)                     (fotos)

 

 

Após, um minuto de silêncio de respeito e homenagem ao antigo Presidente da República Jorge Sampaio, falecido a 10 de setembro, Rui Moreira, acompanhado pelo presidente da Assembleia Municipal do Porto, Miguel Pereira Leite, começou por afirmar, em sessão pública, realizada na Concha Acústica, que “a Feira do livro na sua edição de 2021 foi, e podemos, desde já afirmar, um sucesso a todos os níveis, devendo-se muito áquilo que foi o trabalho dos expositores – nunca é demais realçar que as feiras do Livro só são possíveis com a adesão dos expositores, livreiros, alfarrabistas -, ao público que aderiu em números muito impressionantes, e também às vendas que nos são reportadas e que atingiram valores superiores a anos anteriores, o que é uma boa notícia”. Moreira não se esqueceu também do “trabalho das pessoas da Câmara Municipal do Porto, ao Nuno Faria (Ágora), Sofia Alves (diretora municipal), à administração e a todos os trabalhadores da Ágora, assim como à Polícia Municipal que esteve sempre presente, e a algumas pessoas que contratamos para garantir que tudo corresse bem – como correu! -, num espaço atraente que ainda teve particulares preocupações em ternos da proteção e segurança”. No fundo, o importante “era fazer a Feira do Livro!”

OBRA DE JÚLIO DINIS EXPOSTA A ESTUDANTES

Júlio Dinis (pesquisa Web)

Dedicada a Júlio Dinis, a Feira do Livro do Porto cumpriu, segundo o presidente da Câmara, “o seu primeiro objetivo: voltar a trazer a obra e a vida deste grande escritor portuense ao primeiro plano, promovendo nesta plataforma tão alargada em termos de público, a discussão entre especialistas e mediadores. O número de novas edições que acompanharam o evento é de tal forma significativo que, só por si, teria justificado a nossa escolha”.

“Contudo”, realçou Rui Moreira, não “ficaremos por aqui após um ano de preparação na qual estiveram envolvidos muitos dos nossos técnicos e especialistas que foram convidados: a obra de Júlio Dinis estará no centro do projeto do Museu da Cidade durante todo o próximo ano letivo em total articulação com as escolas e em torno de dois eixos: o imaginário – publicação composta em fragmentos que servirá de objeto de mediação e introdução à leitura da obra de Júlio Dinis; o herbário – exposto na extensão de Romantismo do Museu da Cidade, que é uma obra rara e que ali estará acessível nos próximos meses e que constitui o ponto fulcral de um programa de visitas guiadas que, logo desde a abertura do espaço, ali promovemos e continuaremos a promover”.

Ora, “neste contexto serão anunciados um conjunto de 58 documentos manuscritos originais de Júlio Dinis, com textos dramáticos desde a sua juventude, ao seu derradeiro romance, “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, isto como cadernos pessoais repletos de anotações, esboços literários e pequenos desenhos, mas também poesia, cartas para familiares e amigos, passando por um acerto de contas da primeira edição de “As Pupilas do senhor Reitor”, o seu primeiro grande êxito literário saído dos prélios da tipografia do “Jornal do Porto”, em 1867.

O segundo objetivo foi, segundo Rui Moreira, “igualmente, superado”. Que é como quem diz, e o autarca disse-o por diversas vezes, “o êxito em termos de afluência de público e também de sucesso em termos de vendas em condições muito semelhantes às do ano passado. O público afluiu, assim, como sempre acontece, aos jardins do Palácio de Cristal, cumprindo um ritual de regresso à cidade. A Feira deste ano prosseguiu o seu primeiro objetivo: criar condições para estimular a leitura, ampliando e diversificando a sua intervenção junto de vários estratos do público”.

A OPÇÃO DE REALIZAR A FEIRA DO LIVRO NOS JARDINS DO PALÁCIO DE CRISTAL FOI GANHA!

A terminar a sua intervenção, perante dezenas de presentes nesta “cerimónia” de encerramento, Rui Moreira referiu que “estas feiras do livro que reatamos há uns anos, só são possíveis graças à forma como os portuenses, e não só, têm aderido a esta iniciativa, esperando que ela continue nos próximos anos e, aqui, nos jardins do Palácio, que foi, na altura, uma opção muito discutida, mas creio que foi uma opção que foi ganha! Os jardins do Palácio são de facto um sítio extraordinário para receber a Feira do Livro. Queria também agradecer a presença, na sua abertura, do senhor Presidente da República, que, mais uma vez, não deixou de aqui vir, para, no fundo, nos abraçar e incentivar ao Livro, à Cultura, áquilo que nós mais gostamos e mais apreciamos”.

Findo o encontro final da edição de 2021 da Feira do Livro do Porto com os portuenses, e não só, que estiveram presentes na Concha Acústica para a sessão de encerramento da iniciativa, Rui Moreira e convidados – com especial destaque para a presidente da União de freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, território onde se localiza o palácio de Cristal, Sofia Maia – dirigiram-se ao Jardim das Tílias para lá colocar a placa (“tília”) relativa a Júlio Dinis.

E, agora, resta esperar pela edição do próximo ano da Feira do Livro do Porto…

 

01out21

 

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