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Empresa “incubada” na U.Porto vence concurso de negócios da Web Summit 2021

Um dos fundadores da Smartex.ai, António Rocha, fez a melhor apresentação de ideias de negócio, durante a última edição da Web Summit. O júri de especialistas reconheceu a solução que aplica inteligência artificial na deteção de defeitos na produção têxtil, evitando o desperdício de material e reduzindo os custos.

A competição anual de startups da maior conferência de tecnologia do mundo distinguiu o pitch apresentado no concurso de negócios inovadores pela empresa incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, que superou as outras duas finalistas, vindas do Camboja e da Alemanha.

A distinção foi entregue pela diretora de informação da Siemens, Hanna Henig, que explicou que a escolha do júri se deveu ao posicionamento da Smartex e à proposta de valor que a startup tem vindo a apresentar no mercado.

Nas palavras de António Rocha, citado pela Notícias UP, este reconhecimento é prova de que “a sustentabilidade, o impacto e as alterações climáticas estão na ordem do dia e que o trabalho desenvolvido pela Smartex é um tópico relevante para estas agendas”.

Além disso, afirma o fundador, abrirá portas à contratação, aumentando a atual equipa de 30 pessoas. Até ao final de 2022, a Smartex.ai, que tem escritório no Porto, em Shenzen (China) e São Francisco (Estado Unidos), conta recrutar para cerca de quatro dezenas de posições, sobretudo em engenharia, vendas e operações.

A grande inovação da startup portuense criada por antigos alunos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto está numa câmara industrial onde um sistema de iluminação multiespectral e um computador de placa única deteta, em tempo real, falhas no tecido, interrompendo a produção com defeito imediatamente. Até agora, a Smartex já terá poupado aos clientes 67 toneladas de tecido e 7,5 milhões de litros de água.

Além dos teares, a empresa quer agora utilizar a tecnologia nas indústrias do papel, do plástico e do metal. No final deste ano, o primeiro de comercialização da tecnologia, a Smartex espera uma faturação acima dos três milhões de euros. O mercado nacional pesa 40%, mas a startup já exporta para Itália, e assiste a um grande crescimento na Turquia, enquanto tem os olhos no mercado asiático.

Nascida em 2018, a Smartex foi selecionada para integrar o maior programa de aceleração de empresas de hardware do mundo, o chinês HAX, e os seus fundadores integraram o ranking da Forbes dos 30 melhores talentos europeus com 30 anos ou menos, na categoria de Manufacturing & Industry.

 

Texto e foto: Porto. / Etc e Tal jornal

 

01dez21

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