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Fibrilhação Auricular – Campanha internacional alerta: não há tempo a perder!

Prevenir, Detetar, Proteger, Corrigir e Aperfeiçoar” são as palavras de ordem da campanha global lançada pela Atrial Fibrillation Association e pela Arrhytmia Alliance, que visa envolver organizações de todo o mundo naquela que foi a Semana de Consciencialização para a Fibrilhação Auricular.

Em Portugal, a Fundação Portuguesa de Cardiologia associou-se, uma vez mais a esta iniciativa, este ano com o objetivo de recuperar o tempo perdido neste último ano e meio, e incentivar à deteção e ao controlo da Fibrilhação Auricular através de uma simples verificação do pulso. Um gesto e 30 segundos que podem salvar vidas.

A Fibrilhação Auricular (FA) é a arritmia cardíaca mais comum em todo o mundo, e a responsável por 20 a 30% dos acidentes vasculares cerebrais isquémicos. Em Portugal, o papel da sensibilização cabe à Fundação Portuguesa de Cardiologia, para quem a deteção precoce e o controlo da FA são fundamentais.

O diagnóstico atempado desta arritmia pode ser fundamental na prevenção de complicações como os AVC, insuficiência cardíaca, demência ou mesmo morte súbita. Podemos controlar a FA através da gestão de comportamentos, hábitos de vida e medicação. Quanto mais cedo for detetada, maior a probabilidade de sucesso. Como diz a campanha deste ano, «não há tempo a perder»”, explica Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

 FIBRILHAÇÃO AURICULAR EM PORTUGAL E NA EUROPA

A partir dos 40 anos de idade, a prevalência da Fibrilhação Auricular entre os portugueses ronda os 2.5%. Ao passar os 65 anos, uma em cada dez pessoas terá desenvolvido esta arritmia. Na Europa, a estatística mostra que, a cada 15 segundos, há um AVC relacionado com FA.

Embora bastante prevalente, grande parte dos casos de Fibrilhação Auricular é silenciosa. Só se deteta demasiado tarde e depois de deixar sequelas ou de um episódio grave, como é o caso de um Acidente Vascular Cerebral. A deteção precoce e o controlo desta arritmia são, por isso, fundamentais para a manutenção de uma boa qualidade de vida, sobretudo em determinadas faixas etárias.

ATENÇÃO AOS SINAIS

A partir dos 65 anos, devemos ter particular atenção a sinais nem sempre claros como batimento cardíaco descoordenado, pulsação rápida e irregular, tonturas, sensação de desmaio, perda do conhecimento, dificuldade em respirar, cansaço, confusão ou sensação de aperto no peito.

É, por isso, aconselhável que, nestas idades, para além do controlo parâmetros como o peso, a tensão arterial ou o colesterol, se avalie o ritmo cardíaco e as pulsações de forma regular. Qualquer pessoa o pode fazer, de forma simples, através da autoavaliação do pulso.

PREVENÇÃO DO AVC

Uma vez diagnosticada Fibrilhação Auricular, o risco de AVC pode ser reduzido significativamente através de terapêutica anticoagulante. Tal como na maioria dos países europeus, em Portugal, as normas aconselham a que se ministrem os Novos Anticoagulantes Orais, também conhecidos como NOAC. Consoante a prescrição, a medicação poderá ser tomada uma ou duas vezes ao dia.

O bom controlo desta arritmia, e a consequente manutenção da qualidade de vida dependem, também, do cumprimento escrupuloso da terapêutica. Qualquer alteração, deverá ser validada pelo médico assistente.

 

Texto e foto: Fundação Portuguesa de Cardiologia / Etc e Tal jornal

 

01dez21

 

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