Menu Fechar

Casa do Infante acolhe tertúlia sobre arte e cultura em tempos de guerra com a presença, entre outros, de Pedro Abrunhosa

O insustentável absurdo da guerra: a Arte e a Cultura como caminhos de resistência e de esperança’ é o tema escolhido para uma conversa que irá mostrar as perspetivas de um músico, um escritor, um arquivista e um militar. A iniciativa está marcada para 28 de setembro, no auditório da Casa do Infante – Arquivo Histórico Municipal, às 15h30.

Integrada nas Jornadas Europeias do Património 2022, o evento contará com a presença de Pedro Abrunhosa, Nuno Camarneiro, Silvestre Lacerda e Mário Pinto da Silva, que vão refletir sobre de que maneiras a arte e a cultura podem ser tão (in)úteis em momentos de destruição e de guerra. A moderação será feita pela jornalista Helena Teixeira da Silva.

Partindo de premissas como o aparente absurdo de juntar trompetes e bombos às armas e munições que se enviam para a frente de batalha ou dançar e pintar no meio de escombros ainda quentes, o painel de convidados irá refletir sobre estas manifestações que, convocando o belo e a harmonia, expulsam a dor e inspiram o ser humano a reinventar-se e a resistir. O mesmo papel pode ser atribuído aos arquivos, guardiões da identidade do território, da definição das suas fronteiras, da bravura dos povos e que concorrem para essa resistência ativa.

Depois do regresso da paz, são novamente os arquivos que, abrindo os seus acervos, auxiliam na reconstrução do território e no retomar das vivências dos lugares, onde a arte voltará a florescer. Mesmo quando a perda física é total e os originais desaparecem para sempre, os arquivos digitais permitem voltar a repor a memória viva da identidade de um povo.

 

Texto: Porto. / Etc. e Tal

Foto: Filipa Brito (Porto.)

 

15set22

 

Partilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.