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Liberdade

Luísa Camarinho

 

Pertences a todos, mas não pertences a ninguém. És tua e do mundo, mas vives em cada um de nós. És daqueles que te sentem, vivem e honram, és daqueles que lutaram para que hoje vivas nas nossas almas e és daqueles que te veem nas coisas mais pequenas.

Vejo-te no nascer e no pôr-do-sol, vejo-te no mar, vejo-te nas crianças a correrem nos campos, sinto-te no vento a bater-me na cara e sinto-te, todos os dias, quando vejo as pessoas a caminharem atarefadas.

Dizem que não devemos confundir-te com a Libertinagem, mas eu penso que o mundo se torna muito mais interessante quando o fazemos. Acho que tu e a Libertinagem são como duas velhas amigas que caminham sempre juntas, de mão dada, a fazer jus à vossa designação e a mostrar que o mundo é melhor quando desafiamos o óbvio e somos corajosos.

Nas palavras de Éluard “Nasci para te conhecer/ Para te nomear/ Liberdade”. Mais do que isso, nasci para te sentir, viver e amar, nasci para honrar aqueles que lutaram para que hoje existas e nasci para fazer-te existir para sempre.

Minha e tua, sempre, Liberdade.

 

 

Foto: pesquisa web

01mar23

 

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