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ATRAVESSAMOS (a pé!) o ARCO DA PONTE DA ARRÁBIDA. Venha daí connosco… se não tiver vertigens!

E de uma ideia do “arco-da-velha” se criou um projeto de visitas ao Arco da Ponte da Arrábida: Porto Bridge Climb. São 262 degraus que todos nós somos convidados a subir para ver o Porto de uma perspetiva diferente.

As vistas em si não são novidade nenhuma, visto que qualquer utilizador frequente da ponte já as conhece, contudo ver, apreciar e desfrutar das mesmas vistas num sítio calmo (surpreendentemente mal se ouve a passagem dos veículos sobre o tabuleiro da Ponte!), e, na companhia de um pequeno copo de chocolate com Vinho do Porto, tem outro encanto.

Em termos de segurança de segurança ninguém pode temer nada, as vertigens em si é que podem ser “desculpa” para não visitar este velho&novo canto da Invicta. Deixando as palavras aqui ficam os registos:

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A Ponte de Arrábida… história!

Ponte de Arrábida é uma ponte em arco sobre o Rio Douro que liga o Porto (pela zona da Arrábida) a Vila Nova de Gaia (pelo nó do Candal), em Portugal.

Desde a década de 1930 que era necessário criar ligações alternativas às antigas pontes (pontes Maria Pia e D. Luís) de modo a responder ao crescente fluxo da circulação viária.

No tempo da sua construção em 1963, a ponte tinha o maior arco em betão armado de qualquer ponte no mundo.

O comprimento total da plataforma é de 614,6m, tendo uma largura de 26,5m. O seu vão de 270 m, e 52 m de flecha, arco esse constituído por duas costelas ocas paralelas, de 8m de largura ligadas entre si por contraventamento longitudinal e transversal. Tinha duas faixas de rodagem e duas faixas laterais para peões e ciclistas. Na década de 90 foi alterado o número de faixas rodoviárias.

O engenheiro responsável pelo seu projeto e construção foi Edgar António de Mesquita Cardoso que teve a colaboração do arquiteto Inácio Peres Fernandes e do engenheiro José Francisco de Azevedo e Silva.

Com um custo de cerca de 240 mil contos, cerca de 1.200.000€, em Março de 1957 foram iniciadas as obras. Na sua construção foram gastos 20 mil toneladas de cimento, 58.700 m³ de betão armado, 2.250 toneladas de aço nos varões e 2.200 toneladas de aço laminado, no cimbre utilizado.

A 22 de Junho de 1963 é finalmente inaugurada a Ponte da Arrábida, no mandato de Nuno Pinheiro Torres, dispondo de quatro elevadores para que os peões pudessem vencer a distância de setenta metros do rio ao tabuleiro, facilitando em muito a travessia pedonal.

Nas torres dos elevadores, parte integrante da estrutura daquela obra de arte, podem observar-se quatro esculturas ornamentais com cinco metros de altura, fundidas em bronze. Duas do lado do Porto, do escultor Barata Feyo conjuntamente com o escultor Gustavo Bastos, simbolizando “O Génio Acolhedor da Cidade do Porto” e “O Génio da Faina Fluvial e do Aproveitamento Hidroeléctrico”; e duas do lado de Gaia, do escultor Gustavo Bastos, representando “O Domínio das Águas pelo Homem” e “O Homem na sua Possibilidade de Transpor os Cursos de Água”.

Já em relação ao tabuleiro era composto por duas vias de trânsito com 8 m cada, separadas por uma via sobrelevada de 2 m de largura, duas pistas para ciclistas com 1,70 m cada, dois passeios sobrelevados de 1,50 m de largura. Em 23 de maio de 2013 foi classificada como monumento nacional.

Para quem estiver interessado em visitar o arco da Ponta da Arrábida, é só consultar o site e ler com atenção todos os detalhes.

http://www.portobridgeclimb.com/

Texto e fotos: Pedro N. Silva

Consulta: Wikipedia

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