O mais recente Eurobarómetro, realizado já depois da vitória do Brexit, concluiu que são mais os europeus que têm uma opinião neutra e positiva sobre a União Europeia, do que os eurocéticos.
Apesar da crescente popularidade daqueles que não acreditam na construção da União Europeia, refletida no aumento dos partidos eurocéticos nas eleições nacionais, na entrada de mais de 100 deputados eurocéticos no Parlamento Europeu nas eleições europeias de 2014 e na vitória do ‘Brexit’ , no conjunto dos estados-membros da união. De acordo com a agência Lusa, a maioria dos cidadãos (38%) tem uma opinião neutral e 35 por cento tem uma opinião positiva, segundo os meios de comunicação.
Quem tem uma visão pessimista da União Europeia totaliza apenas 25%, segundo o Eurobarómetro de outono, que reúne estudos de opinião.
Portugal (48%) e Irlanda (55%), Polónia (51%), Roménia (50%), Bulgária (49%), mas também Reino Unido (34%) são os sete Estados-membros em que predomina a opinião positiva. França (39%), Bélgica (38%), Áustria (36%) e Chipre (38%) adotam uma postura neutral no tema. A opinião negativa é preponderante apenas na Grécia, correspondendo a 47% dos inquiridos.
Considerando os resultados dos últimos dez anos verifica-se que a “crença” na União Europeia tem decrescido desde 2006, ano em que 50% dos inquiridos apresentavam uma opinião positiva para 30% em 2012 e 2013, subindo para os 41por cento em 2015 e voltando a descer para os atuais 35% em 2016.
A opinião negativa duplicou de 2006 para 2012, aumentando de 15% para 29%, estabilizando atualmente nos 25%. A imagem neutral da UE segue uma linha mais estável entre os 32% de 2006 e os 38% de 2016.
A confiança dos cidadãos na UE é outro dos aspetos considerados no Eurobarómetro, concluindo-se que os europeus confiam mais na UE (36%) que nos seus parlamentos (32%) e governos nacionais (31%), no entanto, a maioria dos europeus (54%) considera que a sua voz não é ouvida em Bruxelas, existindo apenas quatro em cada dez europeus que considera o contrário.
Portugal está em 17.º lugar, com 58% a considerar que a sua voz não é ouvida e 39% que sim.
Texto: JNegócios /EeT / Lusa
Foto: Pesquisa Google
01abr17