As primeiras cerejas da Europa são as da Penajóia.
Quando alguém pergunta aos seus habitantes de onde são, eles respondem:
“Sou da Penajóia!
A espada vai na burra!
Se quer alguma coisa,
Salte cá prà rua”.
Sobranceira ao rio Douro, Penajóia do concelho de Lamego tem geografia num microclima ideal para que esta freguesia seja a primeira, na Europa, a apresentar cerejas no mercado. O ano não foi dos melhores porque a instabilidade climatérica atípica atrasou a maturação do fruto. No entanto, a qualidade ficou assegurada para a Montra da Cereja da Penajóia, na sala de visitas de Lamego, no fim-de-semana de 26 e 27 de Maio, organizado pela Associação Amijóia, Amigos e Produtores da Cereja da Penajóia.
Também pode ler-se num excerto de um livro de João Araújo Correia que: “As primeiras cerejas do ano aparecem na feira de Santa Cruz, em Lamego, no dia 3 de Maio. Vêm de Cambres ou da Penajóia. Por serem poucas, meia duzinha delas as que assim amadurecem temporãs, constituem mimo, próprio mais para regalar a vista do que o paladar. Tão escassa esta primícia, que é raro vender-se ao quilo. Vende-se, mas em rocas. Um pau ou uma cana rachada ao meio, com raminhos de cerejas entalados de um lado e doutro, folhas de cerdeira ou laranjeira a enfeitar, aí está a roca. (…)
E por falar em Penajóia, também não posso deixar de relembrar a lenda que lhe está associada:
Havia uma grande rivalidade entre Penajóia, (Lamego) e Barrô, (Resende), por causa da boa qualidade de cerejas, da qual ambos eram grandes produtores. Um certo dia, um agricultor estava a guardar as cerejas para que ninguém ousasse levar a sua semente. Mas um pássaro de bico amarelo aproveitou uma pequena distracção, debicou uma cereja e fugiu. Furioso, o agricultor foi atrás dele empunhando uma espingarda para que este não deixasse a semente em terreno rival. Mas o pássaro voou até Barrô poisando numa cerejeira para descansar. Na tentativa de o alvejar, o pássaro assustou-se, deixou cair a semente e deu de frosques. O dono do terreno ao ouvir o estrondo veio ver o que se passava e ficaram os dois vizinhos a discutir.
A cereja é um fruto delicioso e apreciado por todos. Por isso, se não chegou a tempo da festa da cereja em terras de Lamego, pode optar pelo, dia 2 e 3 de Junho, o cartaz do Festival da Cereja de Resende.
Acreditem, todas elas são boas. Se Penajóia colhe a novidade destes brincos princesas, Resende faz dela anfitriã fechando este ciclo com chave d`Ouro, coroando-a de rainha.
Texto e fotos: Lurdes Pereira
01jun18





Minha avó Maria da Conceição nasceu na Penajoia,Lamego, Viseu casou – com Joaquim coelhot da Silva Maia em 11/01/1904 e posteriormente imigrou para o Brasil na data de 20. Gostaria de conhecer algum descendente .
De
Eu nasci na penajoia lugar de São giao vivi lá até à idade de 16 anos e gosto muito da minha terra nunca me esqueço das minhas origens
a minha 4 avó nesceu em Penajoia em 1739 ela era da familia Cardoso da Silva.
Minha família paterna era de Pontede Vila -cha~