José Manuel Tavares Rebelo
“Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada inteiro.
Ó Portuga, hoje és nevoeiro…
É a Hora!”
Fernando Pessoa
Vamos enterrar Abril
no Panteão Nacional
(eles mataram-no)
e fazer nascer um novo Maio
livre fraterno
solidário
Vamos cerrar mãos
nas mãos dos outros
Vamos secar lágrimas
lágrimas de tantos e tantas
que se tornaram algarismos
de deve-e-haver
beijar a tua face de dor contida
ouvir a tua voz ciciada
transformá-la em trovão
de certeza e esperança
construir um Maio
em dia e hora marcados
pela força do espírito da paz
com flores e dignidade
Mãos erguidas e abertas
sentindo a luz que estilhaça
muros arrogância e números
O cravo desfez-se? O vento traz outro!
Este Maio ilumina
levanta os pobres os fracos
os excluídos
sobre as ruínas
dum Portugal morto
renascido em alegria.
É a Hora!
José Manuel Tavares Rebelo, em 2014

A transformação de Abril em Maio não é um mero poema político. É um grito de resistência e de certezas. Existem energias aptas a reerguer a pátria social feita em escombros. Basta despertá-las. E fazer a Revolução.
Foto: Pesquisa Google
01mai14
-.-
Por vontade do autor, e de acordo com o ponto 5 do Estatuto Editorial do “Etc eTal jornal”, o texto inserto nesta rubrica foi escrito de acordo com a antiga ortografia portuguesa.
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