“Recordar a história de Vila do Conde é evocar o talento da sua gente na época dos descobrimentos”. Quem o dizia era um dos anjos de “Um Porto para o Mundo”, tendo sido este o grande propósito do espetáculo que, ao longo dos cinco dias, teve lotação esgotada, estando o seu regresso confirmado para o próximo ano.
Numa coprodução entre a Câmara Municipal e a Companhia de Teatro Lafontana – Formas Animadas, com encenação de Amauri Alves, texto de José Coutinhas e música de Flávio Medeiros, Vila do Conde apresentou o maior teatro musical de rua do país em que, juntamente com artistas profissionais, cerca de duas centenas e meia de voluntários deram vida a um projeto que sem eles não seria possível concretizar.
A presidente da Câmara Municipal, Elisa Ferraz sente-se orgulhosa e feliz com o resultado final, revelando que este espetáculo “terá continuidade nos próximos anos”, afirmando que é “o início de algo para continuar no futuro e para projetar o nome de Vila do Conde e a sua história.” A edil considera ainda que este evento, integrado no projeto da autarquia em candidatar a construção naval em madeira a Património Imaterial da Humanidade, atingiu a projeção que se ambicionava.
Tendo como cenário e elemento principal a Nau Quinhentista, “Um Porto para o Mundo” retratou Vila do Conde na era das grandes navegações e expansão marítima, mostrando a relação da terra com o mar, quer enquanto importante polo de construção naval, que ergueu muitas das caravelas que partiram à descoberta de novas paragens, quer pela pesca que sempre foi um dos principais meios de subsistência de muitos vilacondenses, homenageando desta forma a coragem e a dura vida dos homens no mar.
“Fruto de amor e empenho, Vila do Conde é um porto aberto para o mundo, uma cidade que nasceu para a eternidade”. Foi assim, com o céu iluminado pelo fogo-de-artifício e com o público fascinado, que terminou o maior teatro musical de rua do país.
Texto: GI CMVC/ EeT
Fotos: GI CNVC
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