O ano de 2017 registou um grande arranque para o Metro do Porto (MP), com resultados nunca antes vistos em termos de procura. Entre janeiro e junho, inclusive, mais de 30,5 milhões de pessoas andaram de Metro, um acréscimo de 4,88% face ao ano anterior. A este nível, trata-se do melhor semestre de sempre para a empresa.
Este foi o melhor primeiro semestre de sempre no Metro do Porto, superando, pela primeira vez, a barreira dos 30 milhões clientes. A análise mensal permite concluir que o mês de maio bateu o record absoluto de validações mensais, ultrapassando as 5,5 milhões. Ao longo dos primeiros seis meses do ano, o indicador de procura melhorou entre 2 a 12 por cento em quase todos os meses, com exceção para o mês de abril, no qual, devido ao período de férias da Páscoa, se denota um pequeno decréscimo face a 2016.
Os resultados permitem ainda concluir que a Linha Amarela (D) se mantém no topo da procura, com mais de 9,2 milhões clientes transportados – mais 5,93% do que no período homólogo. Destaque também para a Linha Violeta (E), aquela que apresenta maior crescimento relativo, tendo em seis meses melhorado 17,57% comparativamente ao ano anterior. Esta linha, que serve o Aeroporto, registou mais de 470 mil validações no semestre e pesa atualmente 1,5% no conjunto da procura global da rede do Metro.
RELATÓRIO E CONTAS (APROVADO) APRESENTA TAXA DE COBERTURA DE 110 POR CENTO
Em 2016, a Metro do Porto teve o seu melhor ano de sempre, desde a sua entrada em funcionamento, no final de 2002. Maior procura, maior receita, menores custos, melhores resultados operacionais e líquidos. Várias marcas inéditas alcançadas num exercício que contabiliza mais de 58 milhões de clientes transportados e um exercício positivo de 13 milhões de euros (EBIDTA, resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações).
Segundo os dados do Relatório de Contas de 2016, aprovado no passado dia 24 de julho, em Assembleia Geral de Acionistas, a receita anual da Metro do Porto ultrapassou os 42 milhões de euros. Em contraposição, os custos operacionais sofreram uma redução de 1,8%, face ao ano anterior, aproximando-se dos 38 milhões de euros. Assim, a taxa de cobertura, calculada pelo rácio entre os dois indicadores, atingiu os 110,6%, um novo record para a Metro do Porto, 4.6 pontos percentuais acima do anterior registo.
O ano ficou marcado pelo registo de um EBITDA anual positivo de 13 milhões de euros, um crescimento de 130% face ao alcançado anteriormente e resultado sem precedentes na história da empresa. Numa perspetiva global, realça-se ainda a progressão de 56,2% nos resultados operacionais cujo valor se aproximou dos 44 milhões de euros negativos. As melhorias estenderam-se, igualmente, aos resultados líquidos, inferiores em 29,6% a 2015, atingiram os -136,6 milhões de euros.
Como prestadora de um serviço público, a Metro do Porto deve o bom desempenho financeiro, em larga medida, à confiança dos 58 milhões de clientes transportados em 2016, mais 0,4% do que em 2015. Segundo o inquérito de satisfação, realizado anualmente, cerca de 85% destes clientes estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o serviço e 98% considera-o uma mais-valia para a sociedade.
Texto: Metro do Porto (MP) EeTj
Foto: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)
01ago17
