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5.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL LITERÁRIO DE OVAR CELEBROU CENTENÁRIO DE SOPHIA DE MELLO BREYNER

Assumindo-se como um evento diferenciador, em que se procurou uma vez mais aproximar as pessoas dos livros e os leitores dos escritores. A 5.ª edição do Festival Literário de Ovar (FLO), celebrou o Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2019) no Jardim do Cáster, dos dias 12 a 15 de setembro, com um vasto programa em que se destacaram durante os quatro dias de convívio literário, dez “mesas” de diálogos entre vários nomes das diferentes áreas da literatura e o público, tendo em todas elas, como base introdutória de conversa, referências da obra de Sophia de Mello Breyner, como, “A beleza é simplicidade, verdade, proporção. Coisas que dependem muito mais da cultura e da dignidade do que do dinheiro.” Ou “É o teu rosto ainda que eu procuro, através do terror e da distância, para a reconstrução de um mundo puro.”

José Lopes

(textos e fotos)

Ainda a propósito de Sophia de Mello Breyner, não deixa de ser curiosa a observação de Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar (CMO) como entidade organizadora do FLO, quando recorda a seguinte reflexão da escritora: “Penso que a cultura da nossa época tende muito a ser uma espécie de reserva cultural. Faz-se em Centro cultural, chama-se um bom arquiteto, poe-se lá quadros bonitos e coisas bonitas… Depois, à roda, é a construção do pato bravo: é uma caricatura cultural. A Cultura é uma coisa que, ou está na mentalidade e na vida, ou não está em parte nenhuma. Não é um objeto de museu, é qualquer coisa de estrutural na vida humana”.

Já o escritor Carlos Nuno Granja, a quem a CMO há cinco anos confia a gigantesca tarefa de organizar o FLO como seu programador, para quem, tais eventos, “encurta as distâncias entre os escritores e os leitores”, considera também, que o FLO se insere “no conjunto das festas literárias que acontecem no território nacional. A sua colaboração para a promoção da leitura tem vindo a demonstrar-se significativa, pela proximidade que proporciona aos leitores e escritores, garantia de uma relação que se constrói a partir dos livros.”, Concluindo que, “a leitura, a aquisição do conhecimento, o desenvolvimento do espírito crítico e a consciência leitora devem estar no topo da prioridade das sociedades atuais.”

A abertura desta edição do FLO teve a participação de David Capelenguela, secretário-geral da União dos Escritores Angolanos, para uma primeira “conversa com…”, numa noite em que a “mesa” inaugural reuniu Rui Zink, Zetho Cunha Gonçalves e Gisela Casimiro, tendo como moderador Bruno Henriques. Seguiu-se uma performance de poesia, “Poemas para Ver no Escuro” por Renato Filipe Cardoso.

Com um significativo lote de escritores convidados, os leitores tiveram oportunidade de dialogar e conviver ao longo das várias sessões, incluindo sessões de autógrafos, com nomes da literatura e do jornalismo, como: Tiago Alves Costa; Luís Filipe Sarmento; António Vilhena; João Morales; Isabel Rio Novo, Susana Moreira Marques; Marlene Ferraz; Andreia Azevedo Moreira; Yara Monteiro; Sandra Catarino; Henrique Manuel Bento Fialho; Sérgio Almeida; José Viale Moutinho; Maria João Cantinho; Júlia Nery, Alice Brito; Teresa Moure; Cristina Marques; João Cunha Silva; Maria da Conceição Vicente; Maria Almira Soares; Pedro Guilherme-Moreira; Wagner Merije; Pedro Teixeira Neves; Manuella Bezerra de Melo; Nuno Costa Santos; Marco Neves; Isabel Tallysha-Soares; António Mota; Filipe Homem Fonseca e Victor Oliveira Mateus e Isabel Nery, jornalista, ensaísta e investigadora, que se estreou no género Biografia com o livro Sophia de Mello Breyner Andresen (2019), que veio fazer a sua apresentação ao FLO.

O evento contou ainda com “Workshop de ilustração”, por Fedra Santos e Evelina Oliveira, assim como, com a contadora de histórias, Mariana Machado, num momento “Agora Quem Conta”.

01out19

 

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