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Museu de Ovar reaviva seu espólio etnográfico…

A vertente etnográfica que o Museu de Ovar guarda e preserva no seu espólio vai ganhando espaço na programação cultural da Instituição para ser reavivada ed contemplada por quem ali procura pormenores das tradições e cultura das gentes de Ovar e da região. É o caso da atual exposição temporária em que se destacam Trajes Tradicionais de Ovar.

 

 

José Lopes

(texto e fotos)

 

 

Dos trajes expostos nesta mostra essencialmente dedicados ao trabalho tradicional na pesca ou na lavoura, sobressaem o resultado da delicada dedicação na preservação de cada conjunto de peças de roupa, admiravelmente cuidada pelas próprias curadoras da exposição, Leonor Silva e Lurdes Soares.

Igual paixão das técnicas do Museu de Ovar é refletida na minuciosa tarefa de vestir os manequins representando a Tricana, a Varina, o Pescador, a Leiteira, Galinheira ou Lavrador, com respetivos acessórios alusivos à profissão, em que se podem também observar a Barrica para salgar sardinha ou Rapichéis da pesca. Assim como Cesto das vindimas, Balde de lavagem para os porcos e as Medidas para cereais.

Os elementos etnográficos reavivados pelo Museu que os guarda em espólio, faz ainda despertar memórias tão familiares e características da região, vivenciadas de casa em casa na então Vila e entretanto Cidade de Ovar que assistiu e conviveu com as últimas resistentes Leiteiras da Ribeira. Mas também as Galinheiras como negócio familiar que se tornou “apelido” da família e da rua em que viviam em Ovar.

Esta exposição Trajes Tradicionais de Ovar que pode ser vista durante o mês de julho, tem ainda a vertente pedagógica de dar a conhecer às jovens gerações, que a Leiteira “vendia o leite que as suas vacas produziam, de porta em porta”. Proporcionando este alimento aos fregueses, “todos os dias, de manhã cedo, percorrida a pé quilómetros com o canado de leite à cabeça”, fizesse chuva ou frio.

No caso das Galinheiras, as mulheres que se dedicavam “a comprar, porta a porta ou na praça, toda a espécie de galináceos ou coelhos criados em casa”, pode ser igualmente observado um exemplar da típica canastra, “bojuda”, com uma armação superior revestida a rede de arame, “formando uma pequena gaiola itinerante transportada à cabeça, pelas ruas das vilas ou aldeias”.

 

 

04jul22

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