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ENCRUZILHADA

 

Portugal encontra-se numa encruzilhada e, julgo, sem saber como sair dela.

Se, por um lado, temos de cumprir o “Memorando de Entendimento” assinado pelo anterior governo com a troika, sob pena de não nos emprestarem mais dinheiro e assim, só nos restar a “bancarrota”. Por outro lado, estamos a tomar medidas que dizimam a classe média, ataca quem trabalha, não promove emprego e arrasa a economia já que, sem dinheiro o povo não investe e assim não faz “andar a economia”.

O desemprego aumenta assustadoramente bem como, as falências de empresas e pessoas. O estado social colapsa. Não nos podemos esquecer que o tecido empresarial português é formado por 90 por cento de micro e pequenas empresas e, não se tem tomado medidas de apoio a este setor. A banca continua a não apoiar a nossa economia, mesmo depois de ter ido buscar dinheiro ao Estado e de sermos nós (o povo) a pagar.

 

Há de facto muito a fazer para que o governo poupe ou reduza a despesa. Mas, até ao momento, a despesa do Estado só tem baixado, praticamente, à custa da criação de mais impostos e no corte, inconstitucional, do 13º mês e subsídio de natal aos funcionários públicos e aos pensionistas.

Quantos de nós não ficaram admirados com, a quantidade de Fundações existentes no nosso país, sustentadas com o nosso dinheiro e que não servem a população?

A classe política está desacreditada que, como se sabe, são os únicos que estão bem de vida para além, dos grandes grupos económicos que “escravizam” os seus trabalhadores para terem mais lucros.

Porque será que o governo não baixou os seus ordenados, nem se fala na diminuição do número de deputados na Assembleia da Republica? Porque será que na Europa se aumentam os impostos às grandes fortunas e, em Portugal, à classe trabalhadora? Porque será que um dito senador, andou mais de uma semana a dizer mal do governo e do primeiro-ministro, quanto à proposta da TSU e, no dia da reunião do Conselho de Estado em que foi discutido o “estado da nação” este mesmo senador, saiu passadas duas horas do início da reunião porque tinha um jantar. Será isto normal?

Lembro que este “senador” tem carro, motorista, secretária, gabinete, reforma(s) dourada(s), etc, etc e uma fundação, tudo à nossa custa. Até a sede da fundação é num edifício público que lhe foi dado pelo filho quando era presidente da Câmara. Mas, este não é caso único.

Até temos presidentes de Juntas que estão a favor da extinção da freguesia para a qual foram eleitos. Será que as pessoas continuam a acreditar nos políticos? Parece que não.

A imprensa começa a dar uma ajuda quando faz a comparação do que dizem quando são oposição e do que fazem quando são poder. Das promessas esquecidas e nos tiques ditatoriais de alguns. Do que dizem nos comícios de rentrée e o que fazem passadas três semanas.

O povo começa a acordar e a não acreditar no regime.

A convocação e a contestação popular dos passados dias 15 e 21 de Setembro, são bem demonstrativas que o regime pode vir a desmoronar-se perigosamente.

O cidadão anónimo saiu à rua e levantou a voz para dizer – basta!

O habitual conformismo português deu voz à luta e à indignação. O cidadão comum deixou de estar indiferente. E ainda bem.

 

Será que o Governo e os políticos entenderam a mensagem do povo?

Espero bem que sim. Caso contrário, a revolta será cada vez maior e estará em causa a democracia e a paz social.

Neste momento, estamos como o Brasil esteve há mais de 30 anos atrás. Onde só existiam duas classes sociais – os pobres e os ricos – com uma economia frágil e decadente. Foi necessário um operário ir para o poder, para o Brasil passar a ser um dos países com maior desenvolvimento mundial.

É certo que, Portugal não se pode comparar economicamente ao Brasil mas, pode ser que ainda apareça um “parolo” sem título académico que nos surpreenda já que, os dos títulos (tirados ao fim de semana ou por equivalência) levaram-nos à ruína.

O que se dizia há pouco mais de um ano, que este era um governo jovem e, com poucos ministérios. Hoje, diz-se que o governo é imaturo e com uma salgalhada de pastas fundidas, de difícil governação e que nada têm a ver umas com as outras.

Será que só agora viram isso?

 

Mas, a imaturidade não é só no governo. Ela está espalhada por todos os órgãos de poder, autárquico incluído, nos gabinetes, assessorias e nas empresas.

Já pensaram que os políticos são sempre os mesmos e, agora, com uma mistura de “jotas” que nunca produziram nada pela nossa economia?

Os cidadãos estão à espera de exemplos e, de uma terapia que não a que está a ser ministrada e que está a matar o doente.

Todos sabemos que é preciso um tratamento que salve o país.

Ele que comece por cima. Se assim não for, a revolta vai-se intensificar e há que surgir novos partidos.

 

 

José Lachado

 

1 Comment

  1. Costa Duarte S.P

    A sua escrita e leitura acerca da realidade é, de todo, extraordinária. E mais extraordinária é sabendo-se que, durante anoa e anos esteve ligado ao PSD, demitindo-se do partido – soube-o pelo “Etc e Tal” – e tornando-se independente em sede de assembleia de freguesia do Bonfim.
    Parabéns pela coragem!

    Costa Duarte S.P. – Porto

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