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Obra FINALISTA do “Prémio Leya” em 2014 foi tema de “À PALAVRA COM…”

Para dar início a um novo ciclo das tertúlias “Á Palavra com” no Museu de Ovar o escritor convidado foi Nuno Gomes Garcia, que na sessão do dia 18 de setembro introduziu uma participativa “aula” de história, permitindo assim uma abordagem sobre os tempos conturbados que se vivem no Mundo atual.

O animado debate moderado pelo escritor ovarense Carlos Nuno Granja, inevitavelmente influenciado pelo segundo livro do autor, “O Dia Em Que O Sol Se Apagou”. Obra finalista do Prémio Leya em 2014, que ficciona um cataclismo improvável para reescrever um período áureo da História de Portugal. Um romance que cruza fantasia com rigor histórico, como o próprio afirmou. Acabou por ditar o tema em que os participantes neste evento cultural se envolveram explorando as deixas do Historiador, arqueólogo e escritor Nuno Gomes Garcia, que admitiu, “isto está em polvorosa”.

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Admitindo não quer transformar o evento numa conversa ideológica, o escritor que neste seu livro procura responder a questões essenciais como: Irá o Sol regressar a Portugal? É a Europa o lugar certo para que Portugal continue a existir? Falou de quem foge das guerras e de quem as promove. Do envelhecimento da Europa e simultaneamente do aumento demográfico de continentes como Africa, que não beneficia do modo de vida consumista do mundo ocidental que promove desequilíbrios, que levam este autor a afirmar que, “vivemos o esgotamento deste modelo de modo de vida” e por isso conclui, “o mundo ocidental e os estadistas têm de mudar de paradigma”.

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Para Nuno Gomes Garcia vive-se uma “falta de valores” bem patente no drama dos migrantes, querendo o escritor acreditar que é possível uma postura mais solidária, “tenho esperança na minha geração”, porque como realçou, “a identidade é enriquecida com o multiculturalismo”, lembrou mesmo os anos sessenta em que a França precisou dos portugueses. Espera-se assim na perspetiva do escritor que, “desta vaga de refugiados se crie uma Europa nova e rejuvenescida” sem ameaças de “islomofobia” que são “o medo do que não conhecemos”.

Nesta sessão “Á Conversa com” foi ainda despertado nos leitores presentes o interesse pelo seu primeiro livro editado em 2012, “O Soldado Sabino” que o autor abriu o apetite ao referir tratar-se “um homem amaldiçoado que viu a sua pacata existência transformar-se no dia em que o rei foi assassinado em Lisboa. Foi ainda desvendada a preparação do terceiro livro que deverá ter como titulo “Homem desmotivado”, que se passa num mundo em que as mulheres assumem o poder.

Nascido em Matosinhos em 1978, Nuno Gomes Garcia estudou História e Arqueologia nas Faculdades de Letras do Porto e de Lisboa, centrando-se na História Medieval, do renascimento e da Expansão Europeia. Especialista em Arqueologia Urbana. É casado com uma cidadã lituana e tem dois filhos, vivendo alguns anos em Paris.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*)Correspondente “Etc e Tal jornal” em Ovar

 

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