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FESTAS DO MAR: Cumpriu-se a tradição no Furadouro

Os tradicionais festejos religiosos e pagãos das Festas do Mar no Furadouro (11 a 14 setembro) em honra do Sr. e Srª da Piedade que a Comissão de Amigos do Furadouro vem assumindo com regularidade a organização de toda a sua grandiosidade, inevitavelmente foram abalados dias antes, pela morte súbita do médico Teixeira Lopes, que, desde a constituição desta Comissão, a ela vinha presidindo, deixando um legado exemplar de preservação destas festas e suas caraterísticas, que encerram as várias Festas do Mar que envolvem as comunidades piscatórias e locais, entre Esmoriz, Cortegaça e Furadouro.

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Uma semana depois do “Sampaio da Torreira”, o Furadouro engalanou-se para receber os forasteiros e veraneantes que habitualmente assinalam estes simbólicos momentos de final da época balnear, cujo momento alto é sempre a majestosa procissão com bênção do Mar que arrasta milhares de pessoas ao longo das várias artérias do Furadouro e tem como cenário emblemático a passagem dos andores, transportados por homens e mulheres, em muitos casos de famílias com afinidades com a atividade da pesca, que dão vida a tais festejos religiosos.

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A procissão com saída e recolha na Capela do Furadouro, em que se destacam os andores do Senhor da Piedade e Senhora da Piedade, conta com a tradicional participação da banda, Sociedade Musical Boa União e da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ovar que mereceu uma reconhecida homenagem exprimida na decoração do longo tapete colorido, construído de flores e outros materiais, com que os moradores decoraram a Tomás Ribeiro que, há muitos anos, primam por proporcionar às Festas do Mar do Furadouro um cenário de rara beleza, mesmo num dia (13 domingo), em que a chuva que caiu durante a manhã acabou por desmobilizar quem vinha de longe, ainda que a tarde tenha sido bafejada por um sol radiante até todos os andores se recolherem de novo na Capela.

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Como uma tradição dentro da tradição das Festas do Mar, o programa religioso teve inicio (dia 11, sexta feira) com a “procissão das velas” que saiu da Capela da Srª do Parto, nos Campos, em Ovar e teve encontro no Carregal com a que veio do Furadouro, regressando até à Capela do Furadouro com a primeira onda de multidão que assim também homenageou o recentemente falecido João Moleiro, que dedicou uma vida à vertente religiosa como as Festas do Mar.

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Aos muitos visitantes durante os quatro dias de festa, que a organização diz ter chegado aos 150 mil, o programa musical contou com as atuações do Grupo Musical Estrelas D’Ouro, Conjunto M.J., Grupo A. S. Band e o Conjunto Irmãos Leais, que, com mais uma morteirada encerraram a festa, em que não faltou fogo de artifÍcio, arruada dos B.V. de Ovar e da Sociedade Musical Boa União.

O fim-de-semana das Festas do Mar teve ainda a oferta do já habitual evento, Feira da Gastronomia e da Música (dias 11, 12 e 13) no Mercado do Furadouro, que permitiu assegurar o direito a lanche que foi oferecido a todas e todos que participaram na procissão do domingo.

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Bombeiros Voluntários de Ovar participaram com peças museológicas

A presença da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ovar nas Festas do Mar é já antiga, mas este ano, para além da habitual arruada e da participação na procissão, os bombeiros de Ovar proporcionaram ainda um programa com várias demonstrações públicas que deram a conhecer à população um conjunto de peças da sua secção museológica.

No sábado (dia 13) a Avenida Infante D. Henrique com o mar como cenário natural, recebeu o desfile da Fanfarra dos B. V. de Ovar seguida de viaturas antigas que incluiu, quatro viaturas motorizadas, uma autoescada movimentada manualmente, uma bomba manual atrelada a uma parelha de cavalos com cavaleiros fardados de bombeiros da época. As peças museológicas reuniram-se depois numa exposição que ficou patente até ao final dos festejos.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*) Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar

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3 Comments

  1. filipa marques

    festa sem fogo de artificio não é festa
    proibido por causa dos incÊndios tudo bem compreendo
    mas se no dia da festa podia causar incÊndio porque que quando tivemos um incendio de grande dimençao em ovar dia 12 de Setembro ja podiam colocar fogo de artificio
    sou do furadouro é muito triste estou ouvir o fogo mas pra mim a festa acabou na samana passada

  2. OUTRO ERRO GRAVE NESTA NOTÍCIA!!! o tapete vem sendo habitualmente

    Mais um erro grave nesta notícia, que deve de ser corrigido,o tapete decorado com flores e outros materias, nunca foi feito na Tomás Ribeiro, mas sim, na Avenida da República em frente á casa Rocha e quem organiza a decoração do referido, é o nosso estimado Sr. João Rocha, que é o fundador dos “Amigos do Tapete”, dias após, a passagem das festas, o Sr. João inclusivamente organiza uma merenda e confreterniza com quem ajudou a fazer o tapete.

  3. José Silva

    Informação errada, quando uma pessoa falece geralmente vira santo e a prova aqui está, o m/estimado Exmo Sr. Dr. Teixeira Lopes, falecido, nunca foi fundador da Associação-Comissão Amigos do Furadouro,(conforme escritura notarial) foi sim, presidente em 2 mandatos no ano de 2010 e 2011; no ano de 2012 e 2103; foi presidente a Exma Sra. Angela Liz, no ano de 2014, 2015 e este corrente ano o Presidente da Comissão é o Sr. José Silva, vareiro adotado de alma e coração há mais de 20 anos, o Sr.José Silva gosta de passar despercebido.

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