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Dialética de Tabernáculo (I)

Benigno de Sousa / Tribuna Livre

Dialética: o método de diálogo cujo foco é a contraposição e contradição das ideias que levam a outras ideias. A tradução literal de dialética significa “caminho entre ideias”, também é conhecida como arte da palavra. Até hoje não foi definido quem teria sido o fundador da dialética. Alguns acreditam que tenha sido Sócrates, outros, como Aristóteles, acreditam que tenha sido Zenão de Eleia.

Na Grécia Antiga, a dialética era considerada uma arte de argumentar no diálogo. Atualmente é considerada como modo de pensar contradições da realidade, modo de compreendermos a realidade como contraditória, uma permanente transformação. Fala-se também na “fluidificação” dos conceitos, por que a realidade sempre está assumindo novas formas, e o conhecimento precisa de aprender “fluir”.

O método dialético nos incita a revermos o passado à luz do presente, a questionar o presente em nome do futuro, o que está sendo em nome do que “ainda não é”, isto é, “Utopia”. Dialética é a expressão da forma lógica do pensar para contraditar argumentos e persuadir o interlocutor. É o conceito que dá ao Homem o impulso para pensar a sua situação e a sonhar não-realidade, mas possível. Assim, questionamos a antropologia cultural; socialização, civilização, o estado do Homem na Cidade-Estado.

Neste contexto, decidi dialetizar, contudo, preciso de interlocutor. Podia testá-la no habitat mas aqui como se diz do mesmo, então outros lugares fui experimentar. Crepúsculo dava lugar ao dia quando saí para a rua: os transeuntes pressurosos reportavam a jeito almoços nas sacolas alçadas aos sovacos, indo apanhar transportes públicos; automóveis; conduzidos sem penduras, expeliam gases; e fui apanhar o metro que chegou lotado de gente que se deslocava, provavelmente, para o trabalho. Observando o âmbito: alguns; pendiam suas cabeças e suas mãos a protegerem como tesouros os telemóveis, onde os seus polegares premiam as teclas, numa digital informação; sem tempo no tempo para dialogar o tempo: é uma sociabilidade TechNet.

Ensonados; outros absortos e alguns barulhentos. Quais os dramas que lhes inquietam a alma? Imaginamo-los: a economia apertada na prestação da casa; saúde, alimentação, educação, água, luz; pobreza que invadiu casa do parente ou vizinho, desempregados; idosos subvivem; é a política da desigualdade: o conceito ser dever como lotaria natural.

Emmeio; o metro parou na estação Bolhão. Desci. Depois, pelas escadas rolantes, à rua Santa Catarina, subi. Depara-se-me o contemporâneo que se confronta com as perplexidades dos dilemas e as antinomias; dúvidas que se levantam enquanto sujeitos de projetos, e, nos limites do mundo contemporâneo, se revelam agora como esperança para valorizar a ideia de realizar o ainda-não-ser da esperança; uma autêntica antropologia de ser para a vida. E neste pulsar: com os géneros me cruzei como também com miseráveis existenciais na rua deitados em papelões como colchões arrochelados por mantos andrajosos. Juventude: junto ao balde do lixo; um atirou detritos para o chão em imunda civilização! Quiçá, despoluído futuro… aquando apocalipse…

A maior parte das criaturas não só se ignoram como não passam de uma camada superficial. É neste mesmo sol, nesta pobreza, nesta dor, ilusões moídas e remoídas, que as almas caminham sobre fogo. Pior que sofrer é não sofrer: é nunca mais sentir. A vida não é senão a constante absorção do que é permitido. A terra remexe esforço e revive no suor da desgraça. É acelerando profundidades em todas as primaveras refloridas: é imenso grito de espanto. O hábito de tal forma se entranhou à vida que coabita com o espanto, olham-se desconfiados sem saberem ainda que emprego dar à existência. A mascara custa a extrair! Figuras que depois já não são as mesmas: são disformes; metamorfoses que pela barbárie das relações humanas são bárbaras no próprio coração da civilização e permanecem e continuam a ser bárbaras mergulhadas na barbárie.

taberna tipica

Em intimidade inquietante buscava a antítese deambulando pela invicta. Zênite solar! O meu organismo reivindicou “combustível”! Deparei com a “Taberna Papagaio Douro”. O fenómeno refleti em historicidade: vinho é o bem de consumo por excelência. O interior é ornamentado com pipas, balcão, canecas e petiscos; rareia o característico intenso cheiro a vinho. Terra batida constituindo o chão, para os pingos do vinho que brotam da pipa, após se terem enchido os copos, serem absorvidos na terra batida, impregnando o âmbito forte odor vínico. É um espaço de masculinidade; e não só, também de feminilidade, embora reduzida. Vidas tradicionais: ambíguas; tristes, bizarras, agressivas, que se passeiam, e particularizam-se sociabilidades com características específicas: impera em apropriação agressiva do espaço como transgressora da linguagem expressa pelo uso duro do calão-vernáculo. Os clientes se conhecem, quase todos, uns aos outros: um ponto de encontro das suas rotinas diárias, sem necessidade de prévia marcação. Alguns fazem-no como o emprego; a família, o vício, rutura entre a residência e o mundo exterior, entre universos masculino e feminino.

Neste contexto, parte dos clientes assíduos são operários. É ideal para manifestações de sociabilidades: reconhece-se como encontro em interconhecimento de manifestações convival e sem classes sociais; só a classe de consumo vinícola, como também a atividade produtiva de sociabilidades. Não se deve reduzir a taberna ao local de transgressões: morais; físicas, linguísticas, um encontro de bêbedos, viciados ou os sem família, ou os que vivem conflitos familiares, ou de risco; mas também se afirmam identidades, se cristalizam hábitos, pais e filhos juntos; forja de sociabilidades como forças de desintegração e de integração social para cooperação ao seu funcionamento.

De montante passei para jusante, frente à porta da taberna, hesitei, pois estranhei por a porta não ser típica vai-e-vem. Mas, como o poeta disse: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”; entrei pelo corredor estreito com mesas no lado direito e comprido balcão onde encostavam clientes, tendo copos com vinho nas suas frentes, viam televisão: num dispositivo fixado à parede sobre a única mesa desocupada; e escutavam. “Telefone para o nº em rodapé, poderá ganhar 20 mil euros! É só ligar 300100200.

De que está à espera!?”, “De aldrabices!”, disse um cliente. “Acontece, às vezes, que o premiado não se lembra de para lá ter telefonado, isto não é sério!”, “Não acha?”. Outro inquiriu. “O euromilhões também é falso?”. “Cada coisa é uma coisa, esta coisa não tem a ver com essa. E nos jogos da santa casa quem mete lá bedelho é só o Lopes.” “Faz fabor, o que bai ser?”, Perguntou-me o taberneiro. “Maduro tinto, e…” Insinuei com olhar a mesa vazia, e perguntei. “Qual o petisco que se há-de comer?” “Bom.” Saindo do balcão a puxar uma toalha de papel que a alisou sobre a mesa. “Há pratos do dia: meia desfeita; moelas estufadas guarnecidas de arroz e batatas fritas; o petisco… chega mais tarde.”

Sentei-me; cotejava a ementa quando me veio à ideia conselho da minha avó: “Se lá fora comeres é sempre bacalhau na brasa, senão, a mixórdia poderás engolir.” Conjeturo no prato: o bacalhau cozido com o grão-de-bico, ovo, couve, cenoura, batatas, alho, regando… “Senhor!” Vertia, não da pipa mas dum garrafão: meio litro de vinho tinto numa caneca; e com a sesta da broa e do pão, trouxe à mesa; e perguntou se desejava a sopa; respondo, só bacalhau. Então, à janela da cozinha o taberneiro lá gritou. “Sai meia desfeita”.

Perscrutava a contemporaneidade como essencial assunção da condição humana no tempo; seja em termos de participação na sua complexidade cultural, social e natural, seja em função da consciência que possuímos dessa complexidade. Ser-se contemporâneo é, assim, estar-se presente no presente, sendo-se por ele investido e investindo-se nele; sujeito dum presente, aqui!

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As pipas substituídas por arcas frigoríficas e garrafões. Duas torneiras no balcão: uma para a cerveja e a outra para o vinho verde branco tirado à pressão; pequena vidraça a proteger três ovos cozidos, um presunto pela pata aparafusado numa tabua. Entre a porta e a janela estava papagaio empoleirado num quadrado de madeira e preso a corrente de metal. Na mesa ao lado sujeito a ler o jornal; às restantes mesas estavam supostos operários a consumirem menus económicos, e rivalizavam com os clubes de futebol.

“Este ano; o Porto é mais forte, e vai ser campeão!” “O campeonato será renhido; o sporting tem um Jesus!” “Esse, no Natal não estará nas palhas deitado, vai mais cedo prá cruz!” “Benfica é campeão!”.“ Qual o marisco mais parecido com o Benfica?” Perguntou o papagaio. Pairava silêncio, e deu-me vontade de responder: crustáceos decápodes! Hesitei, porque a conversa não convidara ainda. “Marisco que depois de cozido é vermelho por fora e branco por dentro e a cabeça de estrabado?” Em eufemismo o papagaio semidesvendou advinha.

“Olha-me este; é c… da tua prima!” O suposto benfiquista em calão vituperou. “Ah! Ah! Ah! É um camarão, ó morcão!” Disse o papagaio. Na entrada surge o cliente. “Calma, Calma, que a vida são dois dias e a morte chega no terceiro. Eu já vou no quinto, inferno! Calma Douro!” Chegou-se ao sujeito, e olhamo-nos ilhargueiros. “Boa tarde!” Retribui. “Ó Zé-povo está a ler notícias de ontem no jornal de hoje e as letras de pernas pró ar!?”. “Puxa é uma cadeira e senta-te no chão! Já sabes?”. “O Quê!?”. “Um cão atacou duas ovelhas. Matou uma; à outra trinchou-lhe a orelha direita.” “Foi algum pitu bule ou rotebaile?”. “Foi um caniche!”.“Olha!” Franziu as sobrancelhas; arrastou uma cadeira com pernas roncantes pelo soalho, e sentou-se. “Vai dar banho ao cão!”

Comenos, o taberneiro na mão direita trás no prato a meia desfeita; e na esquerda palma da mão os talheres embrulhados num guardanapo, que o polegar premia contra o dedo indicador e o do meio e como camarões as falanges seguram a argola que traz galheteiro. Apresentou a refeição. “Bom apetite.” Agradeci. Depois, enceto a ressumbrar quando dou falta do alho. “Senhor, bacalhau quer alho!” “Há bacalhau na brasa, ó Tône?” Perguntou aquele que se sentou. E para a minha mesa olhou a notar no meu livro em madrepérola a título dourado. “Bonito livro! Posso, dá-me licença?” Anui. Ele o pegou e soletrou. “H-?-I-?-TEME A TI…”

Desistiu, e pousou donde o havia pegado e apontou para o título. “Essas letras são estranhas; o que dizem?”. “São letras gregas que formam o predicado e o substantivo para dizerem: “Conhece-te a Ti Mesmo.” É o que quase toda a gente se diz conhecer mas o seu véu não se deixa desvelar, e é só pela superfície que nos conhecemos. Ninguém sabe do que é capaz, pois não se conhece a si próprio, e menos aos outros; somos capazes de todas as perguntas e todas as respostas que nos diálogos obscuridade empregam palavras que nunca se usaram.

Estonteados, iludidos e ao mesmo tempo discutos tanto negamos como afirmamos. Devemos olhar para dentro de nós mesmos; encararmo-nos ou desatarmo-nos a rir ou a fugir transidos de pavor no destino sorrido e chorado de impulsos que nos encaminham para fim que não distinguimos. Temos medo de nós mesmos e sufocados gritamos na realidade reduzida a dor e desespero; que levanta a trágica poeira de mortos espalhados no indizível tempo de ternura e desgraça. A natureza é tudo formas da nossa alma. Não há beleza sem saudade. Uma porção do nosso Ser. Na melhor parte da vida fica-nos a saudade da vida, e no fundo do Ser é uma ânsia superior.

Se a vida futura for absurda esta é abismo; questão de hábito que tanto o sonhamos como o construímos. Pela vida tecida a fio dicotómico dor-ternura. Mas sucede que só damos conta de coisas belas depois delas passarem por nós. Nesta luta de todos os dias é que sentimos o peso da vida. Questão suprema é só esta: Deus existe ou não existe? Se não existe, a vida é mistificação; não há forças que nos detenham, nem regras nem leis, a tudo nos é permitido. Se Deus existe, então, tudo lhe pertence. Necessitamos do Deus para nos escutar e nos sentir a sofrer sofrimento; que nos salve e condene!”

Boquiaberto lentamente virou-se para o amigo. “Conhece-te a ti mesmo, ouviste, Zé-povo.” O taberneiro na mão direita trouxe o alho descascado num pires. “Excelente! Merece aplausos!” A bater asas disse o papagaio. “Bacalhau ou alho?” Ironizei. E no pires peguei e juntei alho ao bacalhau, depois, no galheteiro para ungir o repasto. “Você é bom para falar com o poeta.” Disse o Zé-povo. Entrementes, provava o bacalhau, e começou o telejornal: obliquado mal via a televisão, só ouvi as notícias: “Depois do eclipse lunar, a NASA anunciou a descoberta de água salgada em Marte.” “Hum… provaram-na… como é que sabem?” “Há fotografias, ó Zé!”. “Mas as fotografias têm sabor? O som tem cor, ó Carolino?”. “Ó Zé, cientistas analisaram as fotografias e confirmaram existir manchas azuis que tanto aumentam como diminuem; e concluíram que é um mar!”. “Olha, abre aí tasco; e vamos lá fazer praia com as marcianas!” O Zé-povo virou-se para mim a esboçar sorriso. “Num era bom, amigo?” “Bom.”

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Na meia desfeita pausei. “Se há água há vida, há gagas que dão vida, mas é o homem que lhes mete a vida. É como digo. Não nos conhecemos a nós próprios mas queremos conhecer o que há além-mar. Nessas pesquisas desperdiçam milhões; não salvam crianças que morrerem de fome.

Constroem muros de cimento no médio Oriente; a Leste muro de arame farpado a dilacerar desgraçados fugientes das bombas terroristas e dos ditadores que lhes amputam a liberdade. Mas pode ser que haja vida em Marte; para virem ver o orçamento do Coelho ser aprovado pelo Costa.” Retomo o almoço; e notícias continuam: “Dois milhões de portugueses na pobreza; famílias pagarão mais 1 euro de luz por mês. Vão sofrer em Janeiro aumento de 2,5%.

Os preços dos combustíveis vão subir.” “Só sabem aumentar custo de vida.” O Zé-povo desiluso. “Aos trabalhadores aumentam-lhes horas de trabalho, e os impostos!” “Que queres? Por que te importas tu se não pagas nada.” “Este governo destruiu o meu posto de trabalho e passou a dar-me rendimento miserável. Aos banqueiros encheu-lhes os cofres e as mamas das primas. Era metê-los num foguetão e mandá-los pró cara…! Voltamos à sardinha para três.” “Tu não foste votar, pois não Zé?” “ E tu votaste nos ricos, num foi Carolino?” “Votei na social-democracia; como não votas é porque não tens razão para protestar.” E ouvem-se notícias. “Guerra religiosa no Médio Oriente. Islamitas do Hamas incendiaram o túmulo de Josué.

Os palestinianos esfaquearam duas mulheres israelitas que se encontravam na paragem do autocarro. Uma intifada à facada.” “Olha só naquilo.” Disse o Carolino. “Da pedrada passaram prá facada.” Estiquei o pescoço para ver pela televisão uma mulher a ser esfaqueada. E à boca levo uma garfada de grau de bico e opinei. “Desde pequeno que ouço dizer, quando estes povos se entenderem o mundo se extinguirá.” “Como?” Perguntou o Carolino. Peguei na caneca com vinho para encher o copo, depois uma golada empurrou o gravanço pela garganta abaixo, e conclui. “Duas religiões que reivindicam o mesmo espaço: ambas têm o Deus ou Alá; mas cada qual acredita nos seus profetas.

Do lado judeu é o Moisés, e do lado muçulmano é o Maomé. Ambos doutrinaram a moral; afinal delas nenhuma é perfeita. E quando as pazes se fizerem nesse dia, aparecerá outra que tudo incendiará.” “Não acredito!” Disse o Zé-povo. E notícias continuam. “José Sócrates, agora em liberdade, retribui visitas a quem o visitou na prisão.” “Este Sócrates não beberá a cicuta.” Atalhei. “Também não acredita?” “Fi… cuta… o que é isso? Sei é que ele mais a sua seita foderam neste País!” “É ci e não fi, ó Zé.”

Que é isso de cicuta, é de beber ou de quê?” “É veneno!” Respondi. “Na Grécia antiga, existiu o Sócrates, filósofo: foi acusado de corromper; instigar contra os costumes e valores de Atenas, assim como negar um deus. Mas de facto, o que ele ensinava era para todos se examinarem a si próprios como aos outros, e procurar a verdade. Por isto, ele bebeu a cicuta.

O Sócrates daqui ainda vai ser condecorado e festejará com champanhe, irão ver.” “Até parece que o crime compensa.” “Ó Zé, não há provas!” “E se não há provas não pode haver acusação.” Eu disse. “E o Presidente da República decidiu dar posse à força partidária que ganhou as eleições, e agora se sabe qual era a sua decisão que ele disse já saber, e que toda a gente pensava saber.” “Se há muito que já sabia porque é que se demorou no teatro?” “Parece aquele italiano, pito grilo ou papa grilo, palhaço, ou lá o que é o sujeito.”

Disse o Zé-povo. “Olha põem-te a chamar palhaço que ainda vais preso.” Disse o Carolino. “O outro só o mandou trabalhar e apanhou multa. Vê lá no que te metes.” “Estamos em impasse político.” Eu disse no momento que pousei talhares e peguei na caneca para tornar a encher o copo com vinho e golada. “Ah! É claro que temos de respeitar tudo e todos. Mas na minha opinião o Presidente não respeitou os votos dos portugueses.

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É certo que foi a coligação a ganhar as eleições, contudo, sem maioria, e como ele disse que daria posse a um governo de estabilidade, não posso compreender como foi indigitar a minoria. Esta sua decisão só trará mais recessão e para quem se diz ser o Presidente de todos os portugueses é caso para lamentar a sobretoalha. Desesperado por a sua seita estar em minoria sacrificará mais ainda os portugueses. Tudo ele faz para a direita ganhar tempo e apresentar mentiras trajadas de verdade e nas próximas eleições ganhar maioria.”

“Então amigo, soube-lhe bem?” Perguntou-me o taberneiro. E digo que sim para não dizer nin. E no instante toca o meu telemóvel. Era o José Gonçalves. “Boa tarde senhor Diretor.” “O filósofo, hã! O prazo para a entrega dos trabalhos já ultrapassou.” Disse o Diretor com tolerância que se lhe confere, todavia, seu profissionalismo é rigor. “Bom, tens mais uma hora para enviares a tua me… tafísica. Chau! Chau! Chau! até já…

Fotos: Pesquisa Google

01nov15            

 

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