Estiveram patente ao público até ao dia 28 de novembro no Museu de Ovar as exposições de pintura de Ana Maia e Gina Marrinhas, ambas com a Mulher como “grito de liberdade”, num “misto de raiva e de amor”, entre “traços e sombras” em que amarram o medo e escondem as lágrimas.
Com formação e percursos artísticos distintos, as artistas conseguiram unir harmoniosamente as salas em que estão expostas as suas obras muito caraterísticas, num curioso “jogo de luz e cor”, recheado de mensagens e sonhos de liberdade. Numa assumida homenagem às mulheres, que carregam “a história no ventre e no peito”, para que se livrem das amarras e dancem como “uma guerreira”, que, “voa para além do vento”, apesar de todos os caminhos “de pedra, de espinhos, de brasa e fogo, salpicados de sol…”, quando “há um Outono em cada momento… É sempre tempo de aprender com a alma!”. Sentimentos poéticos aqui livremente entrelaçados de cada um dos textos de apresentação das exposições que foram inauguradas no dia 31 outubro.
Os momentos das inaugurações foram mais um ponto alto da agenda cultural do Museu de Ovar em que o diretor Manuel Cleto destacou os critérios de valorização dos artistas da terra e dos que trazem a Ovar a sua pintura.
Já o vereador da cultura, Alexandre Rosas, aproveitou para realçar que “é sempre um prazer reencontrar uma comunidade cultural e artística que, habitualmente, se cruza neste espaço de cultura e arte que é o Museu de Ovar”, afirmando ainda neste reconhecimento ao Museu, que, “reforço o apreço que tenho pelo extraordinário trabalho que tem feito”.
O autarca dirigiu-se por fim às artistas das obras expostas, para afirmar, “se me dão o privilégio de conhecer o trabalho de Gina Marrinhas, também permitem, novamente revisitar o universo de Ana Maia. Pintora vareira pela qual nutro carinho e cujos quadros são como os livros que nos despertam emoções e sentimentos”.
Ana Maia, docente de Artes Visuais, concluiu a sua licenciatura do Curso Superior de Artes Plásticas na ESAP, Porto e teve como mestres, Sá Nogueira, José Rodrigues e Henrique Silva.
Gina Marrinhas, natural de Macinhata do Vouga, a sua necesidade de aperfeiçoamento, levou-a até à Fundação Kalouste Gulbenkian em Aveiro, e até à Cooperativa Artística Árvore, no Porto, onde frequentou aulas de pintura com o mestre Alberto Péssimo.
Texto e fotos: José Lopes (*)
(*) Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar
01dez15




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