A chacina provocada por um grupo de bestas terroristas, em Paris, na noite do passado dia 13 de novembro, chocou e choca o mundo. Cento e vinte e nove mortos e mais de três centenas de feridos deixou, principalmente, os franceses atónitos, magoados, revoltados e com medo do que pode ainda vir a acontecer nos próximos tempos.
Depois do ato terrorista, em janeiro deste ano, à redação do jornal “Charlie Hebdo”, do qual resultaram doze mortes, parece que os serviços de inteligência franceses não sabem, lá muito bem, lidar e combater esta praga terrorista, tanto mais que, antes do terror do passado dia 13, foram avisados, pelas autoridades turcas, para a possibilidade desta chacina, só que mandaram esses avisos para o caixote do lixo.
É por estas e por outras, que a seita de bestas, à qual se dá o nome de Estado Islâmico, ou “Daesh “ em árabe, se ri da incompetência das “secretas” francesa, estadunidense, e de outros países ocidentais que são alvos preferenciais desta cambada de monstros, onde se encontram, lamentavelmente, muitos jovens europeus, por certo, descrentes com as políticas desenvolvidas nos seus países e, como tal, desesperados, acedem a “aliciantes” convites, principalmente através das redes sociais (que, estranhamente, não controlam este tipo de mensagens), da referida seita de bestas.
Há assim, que analisar este facto e atribuir culpas diretas a quem, por obrigação, tem de dar segurança aos seus cidadãos. Falamos numa Europa que não se une, que tem muitos cérebros, que tem muita polícia, muitas “secretas”, mas que não consegue controlar os “cérebros” das bestas que, a partir da Síria, organizam, a seu bel-prazer, os atentados que lhes passa pela tola.
Já se sabe, mas demorou muito tempo admitir, que a queda do avião russo, no Egito, a 31 de outubro último, e que matou 224 pessoas, foi alvo de um atentado à bomba por parte da seita de bestas islâmicos, que há muito, mas há muito, está infiltrada nos tais países considerados por eles, “alvos de interesse” para chacinas e outras coisas horrendas.
A verdade, é que só depois de atentados – e durante um curto espaço de tempo – é que as forças militares e policiais dos países vítimas de terrorismo, neste caso mais recente a França, mostram ao mundo todo o seu poderio, mas… só depois da morte de centenas e centenas de inocentes.
É só nessa altura que fazem estratégicos (cirúrgicos) ataques aéreos aos redutos dos estupores. Por que razão não se fizeram antes? Por que razão ainda não destruíram as “bases” petrolíferas controladas pelas bestas e que às bestas lhes dão muito dinheiro, ou seja, o tal dinheirinho para comprarem as armas do terror? Há algum interesse no meio disto tudo que o comum dos mortais não saiba, e que algum dito paladino da democracia, que hoje chora os mortos de Paris, nos possa explicar? Há, não sabemos é, em concreto, quem.
Com isto tudo, a extrema-direita europeia, os racistas e xenófobos batem palmas de foca. Hipocritamente, choram os mortos e condenam os ataques, mas, ao mesmo tempo, nas suas sedes, dão vivas de satisfação pela ação das bestas, pois sabem que as suas políticas anti-humanitárias, anti solidárias, pró-nazis começam, cada vez mais, a ganhar força e adeptos.
Se já se estavam a construir muros (físicos) contra os refugiados, os quais fogem do terror idêntico ao vivido em Paris, mas que nos seus países de origem, acontecem todos os dias, agora, constroem outros “muros” (psicológicos) para mandarem à merda milhares e milhares de famílias com muitas crianças no seu seio (inocentes), e que, por terras da Europa, procuram a paz e uma vida melhor.
São tão irracionais os extremistas de direita, como o cidadãos que defendem o encerramento de fronteiras a essas pessoas, as quais vão morrendo afogadas ou em contentores, ao tentarem fugir da guerra e do terror.
Terroristas infiltrados na Europa (em Portugal também) já os há e há muito tempo, ainda muito antes desta vaga de refugiados e migrantes.
Ter memória ajuda os vasos sanguíneos a irrigarem o cérebro e faz com este trabalhe dentro dos limites razoáveis para a produção de inteligência. O misturar refugiados com terroristas, é o mesmo que qualificar um proxeneta filho de uma mãe que nunca foi prostituta.
As bestas do tal Estado não sei das quantas, dizem gostar tanto da morte como nós gostamos da vida. Então que morram e não matem. Mas eles querem e vão a continuar a matar. Quem lhes vende as armas? Quem lhes dá apoio? Por certo Estados ricos, Estados com quem outros Estados, que choram os seus mortos, fazem grandes negócios e negociatas.
As bestas, que são cobardes, também defecam e urinam. Por satélite, os inteligentes ocidentais podem verificar onde eles fizeram merda e para lá (através de cheiro à distancia, ou controlo fotográfico de pedaços de bosta) lançarem por ar e terra algumas “coisas” para lhes aliviar, definitivamente, os intestinos.
Mas, não! Ou melhor, só o fazem depois da morte de milhares; de serem destruídas famílias e dessas famílias (naturalmente revoltadas) alguém começar a por em causa a democracia, a liberdade e a fraternidade.
Os extremistas de direita aplaudem, abraçam essas pessoas, dão-lhes beijinhos e pegam em “armas”, outras armas (mais sofisticadas que uma simples G3,) para atacar os seres de que não gostam, que não têm o seu sangue e que querem ver enviados para modernos campos de concentração, onde, os possam exterminar. Os refugiados, os migrantes.
Sejamos humanos e solidários. Não misturemos, nesta altura crítica, alhos com bugalhos, que é como dizer terroristas bestas e monstruosos com famílias onde crianças choram, passam fome, algumas morrem, e as que sobrevivem não se querem fazer matar matando.
Não sejamos estúpidos e não tenhamos medo das bestas monstruosas e cobardes que têm por passatempo matar inocentes. O importante é saber com que regras é que trabalham as seguranças deste velho continente, para, aí sim, sabermos, se estamos ou não seguros.
Saibam controlar quem entra nos países que receberão os tais refugiados ou migrantes… deixando-os entrar para viver a vida a que têm direito. Se controlarem essas entradas, sem grande aparato militar ou policial, pode ser que em quatro mil pessoas descubram três ou quatro bestas, e depois saibam-nas encaminhar para o sítio certo, que não terá de ser, obrigatoriamente, Guantánamo.
Ao povo francês…
A nossa solidariedade
Aos familiares e amigos das vítimas: o nosso mais profundo pesar
Aos bestas: Atenção que, ao que parece, os “Anonymuos” vão começar a tratar-vos da saúde. Ahaha!
Viva a Liberdade!
Não tenham medo das Bestas!
José Gonçalves
17nov15

As minhas felicitações pelo texto. Subscrevo na íntegra o que escreveu. Aliás, penso ser o sentimento generalizado. Apesar de não gostar de actos vingativos, não acredito que se aplique aqui o “dar a outra face”. Contudo, e tive oportunidade de escrever um texto na altura do ataque ao Hebdo, preocupa-me a resposta Tuga a algo semelhante. Já que insistimos em proteger as nossas fronteiras – parece que não faz diferença nenhuma o novo mapa islâmico incluir Portugal no que chama Califado – não consigo imaginar termos os mesmos meios que a França. Estará a nossa polícia preparada? As nossas secretas? As mesmas que deixaram (duas vezes) entrar o Rosa Casaca e ainda o viram, em directo, na tv? Sinceramente e, desculpem que o admita, tenho medo…
Olá queridos, Ao ler esta editorial, fico a imaginar a dor dos Franceses neste momento,claro que aqui no Brasil não há este tipo de
preocupação neste momento,Dilma Rousseff, falou que aqui no Brasil, tudo está bem, mas eu tenho certeza que há células terroristas por aqui e em toda a América latina.
Infelizmente somos obrigados a sermos xenofóbicos pois não dá para distinguir quem é muçulmano pacífico,de um homem bomba desgraçado!
Os serviços secretos no mundo inteiro pensam que sabem tudo, porém sempre são surpreendidos por tais acontecimentos, as vezes chego a pensar que tais grupos extremistas são um tipo de mal necessário para alguns governos, por exemplo:
O Estado Islâmico atualmente entre outras coisas, combate o governo da Síria, que tem como lider o Bashar Al Assad, e isso é bom para os Estados Unidos da América, por outro lado, este mesmo Bashar Al Assad é apoiado pela Russia, e tudo gira em torno de uma riqueza PETRÓLEO.
Para alguns a vida de muitos nada vale!, o que importa é poder ilimitado, Que estas bestas desgraçadas vão ao inferno!!!
Gostei de ler este editorial sobre os efeitos das tais bestas e sobretudo o efeito que querem causar com o terror e medo que querem instalar entre nós. Mas enquanto os interesses e o poder financeiro se sobreposer a tudo, incluíndo ao respeito pela dignidade humana, e enquanto tudo isto for tratado como meras geoestratégias de influencias das várias potencias no Mundo, umas vezes financiando e apoiando militarmente grupos em função da correlação de forças de cada momento, que depois, como é o caso utilizam esse mesmo financiamento e apoio militar contra os povos indiscriminadamente e o ocidente. Este jogo do gato e do rato vai continuar, bem como o medo e o terror. Na verdade porque não se neutralizam os campos de petróleo como se diz no editorial, sendo reconhecidamente uma fundamental fonte de financiamento de todo este terror? Quem beneficia com tudo isto? Porque estão a deixar consolidar demasiado tempo este EI ou este estado de coisas a olho nú?