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Museu de Ovar: PINTURA de Adiasmachado e Arnaldo Macedo COM PINCELADAS DE POESIA

A dupla de artistas formada pelos pintores Adiasmachado e Arnaldo Macedo que, habitualmente, reúnem as suas obras como um coletivo em exposições sob o mesmo título, inaugurou, no dia 5 de dezembro, no Museu de Ovar, a exposição “A Sombra dos Espelhos” que esteve patente até 2 de janeiro do ano que agora começa para uma renovada oferta de mostra de arte neste espaço cultural da cidade de Ovar.

Aos muitos convidados presentes, Manuel Cleto, diretor do Museu de Ovar, que assim via concluída a agenda de exposições do ano de 2015, exortou a contemplarem as pinturas dos artistas, que não sendo de Ovar, para si “já são da casa”. A palavra ainda foi dada aos pintores, mas as suas obras com pinceladas de poesia falavam por si.

Se numa das salas era assumida a influência do pintor Salvador Dali e de Mário Cesariny, na pintura do autodidata natural de Caldas de Vizela, Armando Macedo que se fixou na corrente surrealista.

Na outra sala, Adiasmachado nascido no Minho, apresenta-se com uma linguagem figurativa com um sentido poder poético sempre acompanhado de mensagens, como forma de comunicar.

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Em vez de palavras de circunstância tão usuais, muitas vezes proferidas pelos representantes dos poderes públicos da terra, quando marcam presença em tais momentos culturais, os autores das obras expostas preferiram deixar palavras poéticas, em que Arnaldo Macedo diz, “Neste Mundo todos querem ser Grandes, Importantes… vivem rodeados de ruído, mas são Surdos…” e acrescenta, “eu nem tão pouco a Felicidade, pois esta pode levar-me à Escuridão. Eu procuro apenas deixar Pouco do que tenho para Dar, que são apenas umas simples Maçãs impensamentalmente…”.

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Uma peça de fruta apetitosa presente em cada quadro da sua obra exposta, que o pintor reafirma, “Quero-te aqui só com o interior da maçã que existe em ti…”. Enquanto na sala ao lado, por entre a harmonia das cores e beleza estética da obra de Adiasmachado, este pintor assume-se como, “…sou um poeta inacabado a começar a vida do nada”, dando assim largas à sua criatividade com palavras que também acompanham cada quadro.

“Como ser mortal dentro de um corpo a caminhar” são alguns dos seus poemas que convidaram a uma demorada viagem por esta exposição, “A sombra dos espelhos” que o Museu de Ovar acolheu nas suas duas salas nobres que há mais de meio século recebem obras de pintores independentemente da sua formação artística.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*)Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar (Aveiro)

01jan16

 

1 Comment

  1. Carla Ribeiro

    Dois artistas completos, que se dividem e completam entre as pinceladas de uma tela e as pinceladas de um poema,
    Parabens e muito sucesso

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