Carla Ribeiro
Começamos um novo ano, e já nele depositamos tantas esperanças, tantos sonhos e desejos de conquistas.
Transpomos para 2016, o que não conseguimos de alguma forma concretizar em 2015, e sempre acrescentamos mais algum sonho, mais alguma caminhada.
E nada como começar o ano em jeito de poesia, para ser diferente.
Assim deixo-vos alguns trabalhos que ao longo deste ano fizeram parte de algumas participações minhas em livros, em Antologias Poéticas
Livro “Ser Mulher”, palavras no feminino e desenhos no masculino, livro de caris Solidário, cuja venda reverte para o “Centro Mama da Liga dos amigos do Hospital de São João”, na luta contra o Cancro da Mama.
Deixa-me continuar a Amar-te
Queria dizer-te o que por ti sinto
Mas é um sentimento proibido,
Pelo menos, aos olhos da sociedade.
Mas dentro de mim
É um sentimento que me arrebata
E me faz correr para te encontrar.
Queria dizer-te,
Dizer-te que te Amo.
Que vou sempre Amar-te.
Háaa como quero gritar ao mundo
O que de belo eu sinto por ti.
Mas o mundo,
Não nos permite a verdade.
Não, não saberiam entender
Este belo e puro sentimento.
Que nos arrebata
Que no Amor nos faz encontrar.
Sim quero gritar que te Amo
A cada beijo teu,
A cada carícia,
Cada toque das tuas mãos,
Que, o meu corpo percorre.
Quero murmúrios
Quero soltar gemidos de prazer,
Quero clamores,
Quero Amar o teu corpo,
Saciar este fogo que arde de desejo em mim.
Quero Amar-te junto ao mar.
Contar a cada onda,
O quanto eu te Amo.
Quero no mar saciar e acalmar o fogo
Do desejo que em mim mora.
Quero o teu corpo meu,
Numa onda do mar
Que de dois corpos
Num só se vão fundir.
Quero os teus beijos
Ardentes de desejo
A tua boca seca,
Do desejo de me Amar.
Haa como te quero,
Como sinto o calor ardente do teu corpo,
Quando me puxas para ti.
Quando a tua mão,
Timidamente toca a minha.
Vamos juntos Viver este sentir
Num mundo que é só nosso.
Na realidade que nos faz desejar.
Não me acordes,
Deixa-me continuar a Amar-te
(Carla Ribeiro)
2015.07.31
Livro “Um Grito Contra a Pobreza” organizada pelo Grupo de Poesia da Beira Ria – Aveiro.
São pobreza, são solidão…
Rostos, simples rostos, que vagueiam pelas ruas da cidade,
Dormem aqui e acola, cobertos de simples cartões.
São os rostos da noite, que de dia, alguns não olham.
Rostos de marcas profundas, carregadas de dor.
Trazem no ventre a pobreza, no coração a solidão, carregados de ilusão, de sonhos roubados,
De Amor, de tanto Amor.
São pobreza, são solidão, são o Amor a desenhar-se no chão.
Trazem fome de alimento, mas não desse que se coloca no prato, nem num copo para beber,
Precisam de um abraço, capaz de os acolher.
São os pobres da cidade, mas que pobres são estes, afinal?
Os que deixaram a casa, uma vida para trás, histórias para contar, lágrimas, para derramar…
São Pessoas, são Amor, são um mundo de ilusões, deixadas para trás.
São rostos, rosto de tanta dor, marcados pelo dia, carregados pela noite.
São a pobreza das nossas ruas, a vida que nelas habita.
Têm fome, muita fome…
De um abraço, um beijinho, um afeto, um carinho…
Têm fome, muita fome…
Que te sentes ao seu lado, simplesmente a conversar.
Precisam de ser ouvidos, de falar…
Estão sedentos de palavras, de alguém para os escutar.
São tão ricos no Amar, no sentir e no escutar, trazem no rosto a pobreza,
As marcas no olhar, de uma dor que só eles sentem.
São pobreza, são riqueza, são um imenso Amor…
São sorrisos, são palavras, que tantas vezes nos calam o coração,
Nos sufocam uma lágrima, e nos dão tanto Amor.
São pobreza, para mim, são riqueza…
Pelo brilho de cada olhar, no abraço que me dão, no simples beijo trocado,
Na vénia de ilusão, na gratidão de tudo quanto me dão.
São rostos, São Amigos, São rastos de solidão…
Carla Ribeiro
2015.08.19
Livro “Ventos do Norte – Antologia II”, do Grupo “Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa”
Sem carícias, sem mimos… Que farei eu?
Hoje, não tenho as tuas carícias, nem os teus mimos…
Faltam-me os teus beijos, a tua mão que afaga o meu rosto,
Os teus braços que me acolhem, me recebem e acorrentam.
Faltas-me tu, aqui, nos meus lençóis de cetim,
Sem mimos, sem carícias… E agora o que farei?
Que nem o sono vem, para nele eu me embalar.
Quero dormir no teu colo, ver o brilho nos teus olhos,
Sentir o teu respirar, e apenas ficar a olhar-te,
No teu sono serenar, e o teu corpo a repousar.
Quero sono… quero dormir no teu colo…
Chegaste como a primavera, trazes a luz para a Vida,
Começa o mundo a renascer, e os sentimentos a crescer.
Vamos juntos partilhar esta luz e beber do teu sol.
Estou cansada e fecho os olhos,
Sinto as tuas mãos delicadas em mim,
Percorrerem o meu corpo sem fim.
Os teus lábios que me beijam, o teu corpo encostado ao meu,
A tua respiração ofegante, os teus dedos entrelaçam os meus cabelos…
Fecho os olhos, e sinto-te aqui bem junto a mim, sinto até o teu perfume.
Sem carícias, sem mimos… e agora o que farei?
O perfume desaparece, fica apenas o sentir,
A suavidade da tua pele, o brilho do teu olhar, a magia do teu sorriso.
Quero sono, quero repousar, mas nos meus lençóis,
Sinto-te tão perto de mim…
Mas sem carícias, sem mimos…
Não sei o que fazer…
(Carla Ribeiro)
2015.08.2
E aqui ficaram apenas três trabalhos de três dos livros, nos quais participei durante o ano de 2015.
No próximo mês desvendarei mais três trabalhos, de três outros livros noa quais participei durante o ano de 2015.
Vamos desta forma trazer um pouco de poesia aos meus relatos, e neles sentir a melodia e arte de cada palavra, deixando-nos envolver no sonho melodioso que em cada sentir conseguimos transpor.
Começamos agora 2016 e não poderia deixar de vos desejar um ano repleto de Paz, Amor e saúde, onde esta linda simbiose vos traga conquista, concretizações e sucessos, quer ao nível pessoal, quer ao nível profissional.
A todos sem igual,
Obrigada
Até breve com novos “sentir”, novos “amar”…
Carla Ribeiro
Fotos: Pesquisa Google
01jan16




Em poesia, qualquer ano começa bem?
Minha linda menina
e que forma tão suave de começar esta sua coluna de relatos.
Parabéns por estas suas participações.
Fiquei curioso em ver as seguintes
Simplesmente belas, repletas de sentimentos, já para não falar das causas tão nobres em que dois deles se inserem.
Gostava de adquirir, estes livros, é possível?
Permita-me que me despeça com um beijo com muito carinho.
MLA
E que melhor forma poderia ter.
Gostei muito em especial do poema do livro “Um grito contra a pobreza”, uma realidade tão gritante e que com tamto amor nos relatou.
Obrigada, pela partilha.
Continue, não pare
Beijinho
Boa tarde menina Crala
e que linda forma esta de começar o ano, a encantar-nos com a sua escrita.
Obrigada e nunca deixe de nos encantar.
Beijinho
Mais uma vez…trazes o sol dentro de ti…mesmo que em dias cinzentos como o de hoje.
Parabéns uma vez mais por estes poemas….