O Sindicato da Construção de Portugal (SCP) alertou, em conferência de imprensa recentemente realizada, para o crescente número de mortes de trabalhadores em diversas obras, acusando o inspetor-geral do trabalho de negligência.
De acordo com um comunicado, lido e entregue à comunicação social pelo responsável máximo do SCP, Albano Ribeiro, “a campanha que realizamos durante o ano de 2015, assim como nos três anos anteriores, não contou com o apoio do governo PSD/CDS-PP.
O caricato desta situação é que, o dinheiro para apoiar Campanhas alusivas à Higiene, saúde e segurança nos locais de trabalho, é dos descontos dos trabalhadores e das entidades patronais, mas será que estas verbas foram desviadas para cumprir as metas do défice?”

Para Albano Ribeiro, “em primeiro lugar está a a vida humana” pelo que, em seu entender é “muito importante dar atenção às questões de Higiene, Saúde e Segurança nos locais de trabalho”.
Assim sendo, “foram investidos milhares de euros suportados pelo Sindicato em deslocações por todo país, onde realizamos 205 Ações de Sensibilização, entregamos 40 mil documentos e contatamos com mais de 25 000 trabalhadores. Não fosse o trabalho realizado pelo Sindicato, teriam morrido mais trabalhadores”.
“Estamos certos que, com atual Governo, a candidatura que vamos apresentar para ano de 2016 será aprovada e, teremos mais meios para contribuir para uma redução de 50% de acidentes mortais no Setor comparativamente com o Ano de 2015”, disse.
Onze mortos no espaço de três anos
A questão relacionada com o apoio social aos trabalhadores é outras das questões que preocupa o SCP, realçando Albano Ribeiro o facto de que “não é humana a situação de milhares de trabalhadores do Setor da Construção que começaram a trabalhar antes dos 14 anos de idade, terem descontado durante mais de 50 anos para Segurança Social e morrerem antes de atingir o limite de idade para terem direito à reforma”.
Para evitar esta “esta grave situação” o SCP “vai pedir uma audiência de carácter urgente ao ministro da Solidariedade e da Segurança Social para lhe propor o seguinte: O trabalhador da construção, em virtude do desgaste inerente à sua atividade, deverá poder ser reformado quando atingir 40 anos de descontos para a Segurança Social, independentemente da idade, devendo receber de reforma 80% “ De salientar ainda o facto – e os números são realmente preocupantes – que “só nos últimos 3 anos houve 11 mortos de trabalhadores durante a sua atividade profissional.
Texto: Amadeu Almeida
Fotos: AA e pesquisa Google
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