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“Diga à gente como vai este País!”

José Gonçalves

A 15… de março de 2016 – “Como passa senhor Contente! Como está, senhor Feliz (Herman José). Diga à gente! Diga à gente! Como vai este país?!”

Partiu (14mar16) o senhor Contente. O grande Nicolau Breyner. O grande ator. Realizador. O “senhor televisão”. Um grande ser humano. “Pai” de muitos e muitos artistas. Um homem que marcou gerações, que lutou pela cultura em Portugal e que a promoveu como poucos. A ele, a minha singela homenagem.

E… “como vai este país?”

Para já, e, por certo, durante os próximos cinco anos, tem um Presidente que, pelos vistos – e nos poucos dias após a sua tomada de poesse-, é da República. Não é “cinzentão”, não tem cara cerrada, é popular sem ser popularucho. Senti isso na visita dele ao Porto. Reportei-a. Posso estar muito enganado, mas, certo estou, que pior que Cavaco, Marcelo nunca o será.

Foto: Pedro N Silva (EeT)
Foto: Pedro N Silva (EeT)

É importante esta proximidade do Presidente com o povo. O povo precisa de confiar em alguém, independentemente, de algumas e indisfarçáveis, “roturas” ou “fronteiras,” ideológicas. Tal como Nicolau – seu grande amigo -, Marcelo foi um homem de televisão – contraditório, por vezes – mas, hoje, não está na televisão, tem as televisões consigo. O povo gosta dele!

Quanto ao resto… vamos ver! Estou convicto, contudo, que não vai ser um Presidente divisionista – sectarista- como o foi Cavaco. É diferente, no estilo, no contacto… nos afetos. É diferente… E diferente para melhor.

geringonca

E para bem da Nação, a “geringonça” vai funcionando. Disse para bem da “Nação” como também para o próprio Marcelo Rebelo de Sousa. A maioria de esquerda, a tal que apoia o governo, aprovou o Orçamento de Estado para 2016. Facto histórico, sem precedentes e, por isso, relevante. Diferentes, e acentuando – sem complexos – essas diferenças, no fundamental, a “coisa” até que está a funcionar, pelo menos em questões essenciais para o Estado Social e para o colmatar das injustiças que se viveram nos últimos quatro anos.

Os senhores da Europa “renderam-se” à(s) evidência(s), ainda que se mostrem, teatralmente, expectantes.  É o Orçamento possível dentro dos condicionalismos que todos conhecemos, sendo que é o Orçamento da pluralidade, da exigência, do compromisso… um compromisso das esquerdas, para com os portugueses, e para durar… quatro anos.

assuncao cristas

Num exercício de acrobacia política, a direita radical e ultraneoliberal, vai, paulatinamente, mudando de discurso, de forma de estar… tenta moderar-se, chegar-se ao “centro”.

Passos quer um PSD social-democrata. Portas deixou o CDS, e deixou caminho aberto para Cristas, a nova líder. Mais uma mulher à frente dos destinos de um partido. Mimetismo? Não! Mudanças. Mudanças, por certo, pouco ou nada estruturais, mas “mudanças”, porque o PR (Presidente da República) não está nada disposto a fazer o papel divisionista de Cavaco e, com certeza, dele tem uma distância politicamente abissal, como a tem de Passos Coelho.

O PSD (o social democrata?) terá, brevemente, uma reunião magna, para promover quem tinha de promover, ainda que, cada vez mais social-democratas olhem de soslaio para a liderança que a deixará de ser mais cedo que muitos ultraneoliberais pensam.

O PSD (social democrata) só o será com outro líder que não Passos Coelho. Já o disserem (nas entrelinhas), Manuela Ferreira Leite, Luís Marques Mendes e muitos outros, alguns dos quais ligados à maçonaria e com vínculos históricos com o PPD (Partido Popular Democrático).

Conferência de imprensa sobre a concessão da Metro e STCP

Entretanto, as eleições autárquica, que decorrerão no próximo ano, começam já a fervilhar. Rui Moreira, no Porto, diz que vai avançar e que espera o apoio de todos os que o queiram apoiar. Estrategicamente, o CDS de Cristas, foi o primeiro dar-lhe uma “mãozinha”, ainda que ele não precise – ainda que diga que sim – dessas ou outras mãozinhas para vencer as eleições. Moreira está confiante e, com o apoio do PS (a coligação, em princípio, voltará a ser uma realidade pós ou pré-eleitoral – veja-se que Pizarro já disse estar fora de hipótese a sua recandidatura à presidência da CMP) contará com uma larga maioria de apoiantes.

E assim vai andando este País. Um País diferente… mais diferente pelos factos anteriormente referidos. Um País “estranhamente” à esquerda. Um País das esquerdas. Um mais país plural, por mais medos (planos “B”, “C” e D”) “fantasmas” que tentam criar em torno do Orçamento …

Fotos: Pedro N. Silva e Pesquisa Google

15mar16

 

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