Os presidentes das câmaras municipais de Matosinhos, Guilherme Pinto, e de Vila Real, Rui Santos, juntamente com o presidente do Eixo Atlântico e da Câmara de Braga, Ricardo Rio, e do Secretário-geral da entidade, Xoán Mao, apresentaram, dia 07mar16.a Capital da Cultura que pela primeira vez se realizará em duas cidades, Matosinhos e Vila Real, e tem por tema a frase “Do Douro ao Atlântico”.
O presidente de Matosinhos, Guilherme Pinto, sublinhou que a Capital da Cultura do Eixo Atlântico terá, em Matosinhos, duas dimensões: a reabilitação urbana, com a criação de novas infraestruturas para a cidade, que permaneçam no tempo, entre as quais se contam uma dezena de praças públicas, a Casa da Arquitetura, a Casa do Design, o Museu da Cidade e um museu dedicado à diáspora dos portugueses e da língua; e a festa, concretizada com grandes eventos culturais que juntarão artistas reconhecidos e emergentes.
Já é possível conhecer os principais destaques da programação de Matosinhos em https://youtu.be/I8bzvqUHeao ou no site da autarquia (http://www.cm-matosinhos.pt/pages/242?news_id=3959).
O autarca de Vila Real, Rui Santos, centrou-se na dimensão imaterial do programa que está a ser preparado para os próximos seis meses, afirmando que estes eventos constituirão um brinde à cultura da região e uma combinação entre artistas consagrados e novos valores, sem esquecer a vertente gastronómica e turística.
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, destacou que a Capital da Cultura do Eixo Atlântico valoriza a riqueza de eurorregião, reclamando que a cultura é o motor da riqueza, diversidade, inovação e criação de emprego, para além de servir para divulgar os aspetos singulares da cultura das cidade do Eixo Atlântico e de fomentar a colaboração entre elas.
Já para o presidente do Eixo Atlântico, Ricardo Rio, a Capital da Cultura é uma forma extraordinária de unir e valorizar o nosso território e a sua imensa riqueza e singularidade.
A Capital da Cultura do Eixo Atlântico celebra-se a cada dois anos e neste momento alcança a sua quarta edição. A Capital foi criada em 2007 com o objetivo de potenciar as expressões culturais das cidades da Euro Região Galiza-Norte de Portugal, consolidar os valores comuns e promover os artistas galegos e portugueses nos distintos âmbitos culturais. Para além disso, a Capital da Cultura do Eixo Atlântico pretende dar visibilidade aos artistas jovens e emergentes e oferecer-lhes uma base através da qual se possam dar a conhecer os seus trabalhos, em qualquer expressão da cultura. As cidades que acolheram anteriormente a Capital da Cultura foram Vila Nova de Gaia (2009), Viana do Castelo (2011) e Ourense em 2014.
ARTISTAS E ALUNOS PINTAM MURAL NA NOVA ESCOLA BÁSICA “ESTÁDIO DO MAR”
A nova escola EB1/JI do Estádio do Mar, que deverá abrir portas no terceiro período letivo, terá o muro circundante decorado com um grande graffiti artístico que tem vindo a ser executado por alunos do Agrupamento de Escolas Professor Óscar Lopes e da Escola de Segunda Oportunidade de Matosinhos, sob a supervisão dos writers Teresa Rafael, Paulo Aguiar e André Eiras. O projeto foi apresentado no passado dia 18 de março, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Guilherme Pinto.
O mural tem vindo a ser pintado nas últimas semanas, num trabalho com uma forte componente socioeducativa, tendo em vista a apropriação do espaço escolar pela comunidade. Enquanto manifestação artística urbana e meio de expressão social, ograffiti tem a capacidade de potencializar a comunicação, mobilizando signos e metáforas visuais através de uma linguagem contemporânea facilmente compreendida pelos mais novos e que permite a integração social de grupos habitualmente marginalizados.
Pretende-se que o mural, bem como o trabalho artístico e cooperativo envolvido na sua execução, traduza a interação, hoje essencial, entre a educação formal e não formal, pilar essencial de uma escola humanizada e próxima da comunidade. O projeto vai, assim, refletir olhares e promover encontros com as várias dimensões da educação, também a partir da experiência da educação de segunda oportunidade.
A EB1/JI do Estádio do Mar, recorde-se, está orçada em 2,2 milhões de euros (valor sem IVA). Contará com 16 salas de aula, biblioteca, arrecadações, cozinha e uma sala polivalente que servirá de refeitório e ginásio.
DEPÓSITO DE ÁGUA DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA SENHORA DA HORA SERÁ REABILITADA
Instalado em 1884, aquando da construção do ramal que transportou as pedras que deram forma aos molhes do Porto de Leixões, o reservatório de água da estação ferroviária da Senhora da Hora vai ser objeto de um projeto de recuperação que visa transformá-lo num ícone local.
A obra, da responsabilidade da União das Freguesia São Mamede Infesta e da Senhora da Hora, está orçada em 23 mil euros e conta com a conceção de Elias Marques e Sérgio Correia, da Escola Superior de Arte e Design (ESAD).
O reservatório, recorde-se, não tem qualquer serventia desde que o canal ferroviário foi colocado ao serviço do Metro do Porto, apresentando problemas estruturais decorrentes da falta de manutenção, a cargo da Refer. Por acordo estabelecido entre a Câmara Municipal de Matosinhos e aquela empresa, vai agora ser possível intervir a valorizar a estrutura de acordo com um projeto que já foi apresentado à população da Senhora da Hora numa sessão pública promovida pela União das Freguesia São Mamede Infesta e da Senhora da Hora.
A proposta de intervenção prevê “a criação de uma narrativa poética para o objeto, que veicule emoções, ações e valores” relacionados, nomeadamente, com a história e a preservação do património. O projeto prevê que a estrutura seja pintada de dourado após a reabilitação estrutural, a construção de uma base circular e de um passeio em granito e a iluminação noturna do depósito.
A colaboração com a ESAD permite também reforçar a ligação desta escola superior, instalada na Senhora da Hora, com a comunidade envolvente.
Texto: Jorge Marmelo (AS -CMM) /EeT
Fotos: Pesquisa Google
01abr16
