Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…
Cunha e Freitas (*)
“A rua que, desde 1933, tem o nome do ilustre D. José Maria de Sousa, morgado de Mateus, nosso enviado em França, mecenas daquela preciosa edição parisiense de “Os Lusíadas”, desejada, mas quase inacessível guloseima para bibliófilos – chamava-se primeiro do Mede-Vinagre. Ainda assim na Planta de Costa Lima, de 1839.
O engenheiro Monteiro de Andrade chamava-lhe “extravagante designação” e afirma não se conhecer a origem do topónimo. Temos para nós que o chamadouro provém de alcunha de algum morador do local – alcunha acaso ligada à sua profissão.
O Dr. Carlos de Passos afirma ter visto, num documento de 1770, a denominação de Rua de Mija Vinagre.
Pouco depois, por meados do século XIX, parece que se designava já Rua da Murta – com certeza assim se denominava em 1877. Seria aquela flor branca e odorífera do arbusto assim chamado, que deu o nome à rua do tão prosaico Mede-Vinagre? Talvez sim, talves não.
Em 1837vivia ali nas imediações uma senhora D. Maria Margarida de Guimarães Ribeiro, viúva de Boaventura José Vaz Murta. Viria desta senhora, a Murta pelo matrimónio, o topónimo? É uma hipótese a considerar, que o aparecimento de qualquer documento que desconhecemos pode confirmar ou desmentir.” .
(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense”, de 25-11-1972
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Na próxima edição de “RUAS” DO PORTO destaque para a “RUA DAS MUSAS”
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