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Desporto Escolar: MARIANA CONDE FOI ATLETA REVELAÇÃO

A Gala do Desporto da Academia de Aveiro realizada na primeira semana de novembro no Auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro galardoou os seus estudantes/atletas que mais se destacaram no desporto escolar, em modalidades que vão do atletismo e canoagem à natação e xadrez. Tendo a cerimónia desta Gala atingido o seu ponto alto com a nomeação da atleta revelação, que este ano foi entregue à jovem campeã universitária em atletismo, natural de Ovar, Mariana Conde, com 19 anos de idade, que frequenta o 2.º ano do Mestrado integrado em engenharia mecânica.

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Esta cerimónia teve, este ano, a novidade de, pela primeira vez, ser atribuída uma bolsa de mérito desportivo aos alunos que se destacaram no desporto universitário. E que no caso da Mariana Conde foi devido ao titulo de campeã universitária na estafeta de 4×200 metros em pista coberta. Um título a que se juntaram vários outros na última época, nomeadamente: vice campeã universitária nos 60 metros barreiras, na pista coberta e vice campeã universitária no salto em altura e na estafeta medley na pista ao ar livre. Para além de alguns pódios distritais a nível federado.

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Mariana Conde: “O desporto escolar é um ensinamento para a vida toda”

Na breve entrevista ao “Etc e Tal jornal”, Mariana Conde, fala da sua prática desportiva ao nível do desporto escolar e como despertou para o atletismo, logo que terminou o seu 2.º ciclo na escola E.B. António Dias Simões e se transferiu para a escola secundária Júlio Dinis, nomeadamente a sua principal especialidade, que assume ser de “barreiras curtas, ou seja, provas de 100 metros barreiras e de 60 metros barreiras, em pista de ar livre e pista coberta, respetivamente”, acrescentando que também faz “salto em altura e triplo salto”.

O percurso escolar no 3.º ciclo e secundário na, secundária Júlio Dinis foi assumidamente a rampa de lançamento e de formação da Mariana Conde, em que António Beça vem tendo papel determinante como professor/treinador, para esta sua entrega e dedicação à modalidade do atletismo, em que se estreou nos pódios dos campeonatos regionais e nacionais de Atletismo Escolar. Um percurso escolar e desportivo exemplar da jovem atleta de Ovar que num exclusivo quisemos ouvir.

Em que altura despertas-te para a prática do atletismo (em que fase escolar e com que idade)?

“O primeiro dia de treino de atletismo que fiz foi no meu sétimo ano de escolaridade, ou seja, tinha 12 anos de idade.”

Foi na escola Secundária Júlio Dinis que, verdadeiramente, tudo começou?

“Sim foi, comecei a praticar atletismo no desporto escolar e a ir a algumas provas distritais, regionais e depois nacionais.”

Que professores mais influenciaram na prática do atletismo?

“O professor António Beça foi quem mais me influenciou na prática do atletismo, foi o meu primeiro treinador de atletismo e continua a sê-lo desde há sete anos.”

Que momentos foram mais marcantes no percurso desportivo até ao secundário?

“Foram as fases distritais, regionais e nacionais dos campeonatos de desporto escolar de atletismo. O principal foi o primeiro ano em que eu estava inserida na equipa escolar que chegou até à fase nacional, tendo ficado em 3.º lugar a nível coletivo.

Foram momentos de muita diversão, alegria, orgulho e espírito de equipa. Já durante o secundário, obtive melhores resultados a nível individual, após ter alcançado o 3.º lugar nos 80 metros barreiras, fui selecionada para representar a seleção nacional de desporto escolar no Brasil, nas Gymnasiades de 2013, uma competição a nível mundial, onde contribuí a nível coletivo com a participação na estafeta medley, nos 100 metros barreiras e no salto em altura.

Foi uma experiência única, 10 dias incríveis, cheios de diversão, novas amizades, espírito de equipa e competitivo, como também tive a oportunidade de conhecer outras culturas e cidades.”

E no ensino superior que momentos foram mais marcantes?

“Foi poder participar pela primeira vez nos campeonatos nacionais universitários. Tive a oportunidade de competir com pessoas que para além de praticarem e adorarem atletismo, também têm uma grande tarefa que é a de ser estudante universitário.”

A recente Gala que significado teve neste teu percurso desportivo?

“Ter sido premiada nesta Gala teve muita importância para mim, pois não é fácil gerir os estudos, os treinos e ainda ter tempo para mim. Foi uma prova do meu esforço e é algo que levo como incentivo para continuar a fazer o que faço por mais tempo.”

Que papel pode ter o desporto escolar no desenvolvimento dos jovens alunos e no sucesso escolar?

“O desporto escolar é uma oportunidade de fazer e consolidar amizades, ter um objetivo e a noção de que se não se treinar e trabalhar para isso, estes não são alcançados. É um ensinamento para a vida toda, na medida em que só vamos ser pessoas de sucesso, se trabalharmos e nos empenharmos nisso que queremos tanto ver realizado na nossa realidade. Também é uma excelente forma de aprender a gerir o tempo e saber que quando é para estudar, é necessário concertarmo-nos nisso e ser produtivos, sendo assim possível ter tempo para treinar.”

A aposta no desporto escolar está ao mesmo nível nos diferentes níveis de ensino?

“Dependendo dos níveis de ensino, um atleta vai passando por vários escalões, sendo que vai tendo campeonatos adequados para cada um. No entanto, o mais importante é o Campeonato Nacional de Juvenis, quando falando no desporto escolar. Este campeonato poderá dar acesso a uma competição mundial ou europeia, dependendo do lugar obtido. Já no desporto universitário, os atletas competem todos numa mesma competição, independentemente do seu escalão, ou seja, da sua idade e poderão também ter acesso a uma competição internacional, sendo necessário obter um mínimo de participação.”

Tendo por base a experiência pessoal, que mensagem podes deixar sobre a importância do desporto escolar?

“O desporto escolar é uma rampa de lançamento de grandes atletas no país. Grande parte dos atletas que se veem nas competições pelo país fora começaram o seu percurso no desporto escolar e foram motivados pelo mesmo, pois o desporto escolar oferece excelentes oportunidades e experiências aos atletas que ainda estão em fase de iniciação.”

Para além do desporto escolar a prática do atletismo também é feita ao nível federado?

“Sim, a nível federado represento o clube GRECAS de Vagos desde a época passada, tendo sido o meu último ano no escalão de júnior, também já passei pelo clube ESJD até ao primeiro ano de juvenil e ACRVD no último ano de juvenil e no primeiro ano de júnior.”

Ainda neste âmbito (na componente federativa), que momentos se podem destacar em termos de classificações obtidas?

“Nunca obtive nenhuma medalha a nível individual num nacional federado, no entanto já obtive vários títulos distritais de barreiras, salto em altura, triplo salto, heptatlo e diferentes estafetas, em vários escalões.”

Texto/Entrevista: José Lopes

Fotos: Manuel Peneda e Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUA)

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