Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…
Cunha e Freitas (*)
“A velha ponte de S. Domingos, onde já em 1497 – diz o Tombo do Hospital de Santa Clara – havia umas estalagens, e onde se chamava também a Cruz de S. Domingos – “casas novas acima da Cruz de S. Domingos” (1453) – atravessava o rio da Vila, desde a Rua das Congostas até um largo onde, em 1307 (Era de César de 1345) Martim Vicente Barreiros e seu irmão, João Anes Palmeiro, cidadãos do Porto, instituíram uma albergaria para peregrinos, que por isso se chamou dos Palmeiros.
Ficou, porém, mais conhecida por Hospital dos SS Crispim e Crispiniano, por na sua capela se ter instalado a confraria dos sapateiros e esta ter anexado as dos Palmeiros.
Nos meados do século XIX, a capela de S. Crispim, que já não era a primitiva, ficava “no cimo da Rua Nova de S. João, em face da Calçada de S. Crispim, vulgarmente conhecida de S. Domingos à entrada da Rua da Biquinha, onde corre o Rio da Vila (…), sobre o qual estava uma ponte para servidão da passagem pública”, como escreve Sousa Reis.
Por 1875, com a abertura da Rua de Mouzinho da Silveira, esta capela foi demolida e transferida, com a confraria dos sapateiros, para o Largo da Póvoa, em Santo Ildefonso, levando para li o topónimo. Já vimos o seu destino, e que hoje só se conserva nesta Rua Nova de S. Crispim.”
(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense”, de 27-11-73
Foto: Pesquisa Google
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