Na marginal portuense do rio Douro, entre o Freixo e a Ribeira, o perigo espreita quase a cada curva da estrada (avenidas Paiva Couceiro e Gustave Eiffel), que une as duas zonas, como as fotos do Pedro N. Silva documentam. É quase como que um convite a um “Atira-te ao Rio”, famoso digestivo que se servia – não sei se ainda se serve – em alguns bares e discotecas da Ribeira.
Sem qualquer tipo de proteção qualquer criança, deficiente visual, idoso, ou um amante da tal bebida e já com a mesma bem reforçada, pode ir mesmo parar ao Rio, ou às rochas banhadas pelo mesmo.
Os pescadores desportivos que frequentam a área, conhecem as “ratoeiras”, mas turistas, ou outras pessoas que raramente passam pelo local… não.
Se de dia a coisa é, por si só, preocupante, pior, por certo, será de noite, e logo quando, junto à ponte de S. João, algumas rulotes (de comes e bebes) podem ajudar, sem querer, a uns copitos a mais e, consequente, “ausência de visibilidade”.
Será muito caro e difícil colocar umas barreiras de proteção ao longo das escadas e no princípio das mesmas? Aliás, como fizeram nessa área numa zona de embarque para travessia do rio rumo ao Areinho? Se houver um acidente, de quem é a culpa?
Ficam aqui as perguntas. Mas, que aquilo é um perigo, lá isso é! Ou não?
Texto: José Gonçalves
Foto:
Pedro N. Silva
01jan17


