Ruas há, na cidade do Porto, que têm sido intervencionadas pela Câmara Municipal, dando-lhes o tapete necessário para a confortabilidade de viaturas, automobilistas, passageiros, ciclistas e até peões.
Outras há, porém, que continuam há anos no esquecimento dos autarcas, sem que, mesmo as juntas de freguesia – pelo que se sabe –, ou até mesmo a STCP, alertem a autarquia-mãe (leia-se Câmara) para o estado de degradação em que se encontram.
No raio de, sensivelmente, dois quilómetros, e em zonas de extremo movimento, bem junto a locais de referência turística (e não só…) da cidade, há ruas que mais parecem crateras lunares, com os passageiros de transportes públicos, regulares ou ocasionais, e particulares a serem obrigados a testarem as suspensões das viaturas ou a resistência dos seus traseiros.
Só alguns exemplos (alguns repetidos): os corredores BUS da Avenida de Fernão de Magalhães – entre a Praça Dr. Francisco Sá Carneiro e o Campo 24 de Agosto; e o da Rua do Bonfim – da Praça das Flores ao… Campo 24 de Agosto.
Acresce a estes dois corredores, a conhecia e desprezada Rua do Padre António Vieira, entre as (bem conservadas) ruas de Pinto Bessa e do Heroísmo, onde também, diariamente, passam um número interminável de viaturas, com especial destaque para as de transporte público.
Quando é que a autarquia se lembra destas três artérias em concreto? Tão preocupada que a CMP está com a imagem da cidade, qual será a mesma junto dos milhares e milhares de turistas que por elas passam, rumos aos hotéis da zona (e não são poucos), ou à Estação de Campanhã e centro da cidade? Aquilo é, no mínimo, uma vergonha! Fica o reparo…
Texto: MM
Fotos: Pedro N. Silva
01mai17
