Carlos Sameiro (*)
Como diz a letra da canção “Póvoa do mar imenso…” e das praias imensas. Sem dúvida que a Póvoa de Varzim é privilegiada pelo seu mar, e pelas belas praias que atraem milhares de veraneantes todos os anos entre junho e setembro. Mas também no Outono e no Inverno em dias de sol, ao fim-de-semana é procurada para belos e interessantes passeios pela marginal.
A Póvoa de Varzim para além de procurada por ser uma cidade balnear, não posso esquecer que essencialmente, é reconhecida por ser cidade piscatória. Para além destas referências que caraterizam a Póvoa de Varzim, também é conhecida pela sua riqueza agrícola e que tem nela, a famosa batata poveira.
Póvoa de Varzim tem gastronomia, como os doces em forma de barco, seja os poveiros e por faustosos e variados pratos de peixe. Tem na camisola poveira (camisola feita em lã para os pescadores) a referência do artesanato.
A Póvoa também é natureza, lazer e cultura. Lazer pelos variados bares com os seus eventos, proporcionando aos jovens momentos agradáveis e pelo Casino da Póvoa; cultura que passa pelo renovado Cineteatro Almeida Garrett, pelos eventos promovidos nas praças e pela cultura popular que é feita pelas coletividades poveiras; natureza pelos imensos espaços verdes e pelos Moinhos de S. Félix, na serra de Rates, Freguesia de Laundos.
Atualmente os moinhos servem para turismo de habitação. Do alto da serra de Rates temos um olhar que se estende até à Póvoa, assim como, se consegue visionar para Sul Matosinhos e para Norte Esposende.
Para não esquecer e fazendo parte da história poveira, mencionar o Cego de Maio, pescador de homens, seja a sua mestria e a sua coragem salvava pescadores que estavam prestes a serem “engolidos” pelo mar. Por isso e muito mais, Póvoa é mar sereno e revolto terra de “gentes” da cultura e do trabalho, mas sempre com arte de bem receber quem a visita.
(*) Texto e fotos
01jun17


















