“Endless Space: Propositions for the Continuous” é nome da terceira exposição coletiva apresentada pela Galeria Vertical do Silo Auto. Composta por sete obras, a mostra propõe-se a contribuir para a expansão dos limites da arquitetura, o seu entendimento e o seu papel.
Inaugurada em dezembro de 2016, a Galeria Vertical do Silo Auto tem exposto até 29 de outubro a sua terceira exposição coletiva, convidando uma vez mais o público a percorrer os sete patamares da escadaria do parque de estacionamento para conhecer sete obras individuais. A nova mostra, intitulada “Endless Space: Propositions for the Continuous”, tem curadoria da arquiteta Andreia Garcia.
A exposição debruça-se sobre o edifício e apresenta ideias passíveis de gerar reflexões e dinâmicas individuais sobre experiências e práticas espaciais. Trata, assim, da experiência do percurso helicoidal proporcionado pelo Silo Auto. O trajeto automóvel serve de base para uma reflexão contemporânea acerca das questões da arquitetura, da sua experiência, da sua história e do seu uso futuro, a partir de explorações artísticas.
Estruturada sobre discursos complementares, colaborativos e implícitos na arquitetura, esta exposição procura o carácter do edifício a partir de sete obras individuais, organizadas separadamente em cada um dos sete patamares da escadaria do edifício. Em vez de haver um percurso linear, contínuo, desenhado com um início e um fim únicos, qualquer uma das peças, de qualquer um dos autores, poderá ser o ponto de partida e/ou de chegada para a experiência do visitante.
Artistas e arquitetos foram convidados a interpretar a ascensão do percurso em movimento, como procura do infinito e do contínuo, aludindo ao papel do desenho, do tempo, da vida, do fluxo e dos limites na experiência arquitetónica. A mostra pretende representar uma parte da arquitetura discutindo-a, discursando sobre ela, permitindo-lhe novas vivências através de partes imaginadas e reencenadas.
Composta por sete obras e cruzando várias disciplinas, “Endless Space: Propositions for the Continuoues” propõe-se a contribuir para a expansão dos limites da arquitetura, o seu entendimento, e o seu papel. Nuno Cera traz-nos uma paisagem infinita e a exploração das possibilidades do imaginário; Jeremy Pajeanc, entre a ficção e a realidade, convida à exploração de um espaço continuadamente misterioso, mas livremente preso; Luísa Salvador difunde as ideias sobre o universo (ir)repetível do deserto, criando uma homenagem à paisagem e ao tempo; Fernanda Fragateiro incita à criação de narrativas sobre as infinitas estórias de (e da) vida da arquitetura; João Mendes Ribeiro apresenta uma proposta alternativa sobre o percurso ou sobre a possibilidade de vislumbrar um caminho, alcançável a partir do vão; Horácio Frutuoso expõe o estímulo a um novo entendimento sobre a repetição como modo de contínuo; e Manuel Graça Dias reapresenta um percurso sobre uma obra como forma de reflexão sobre o habitar, sobre o repetido habitar.
Ficha Técnica
“Endless Space: Propositions for the Continuous”
Curadoria de Andreia Garcia
Até 29 de outubro, na Galeria Vertical do Silo Auto
Artistas:
- Piso 7: Nuno Cera
Sem título (LOS ANGELES X 2), 2009
Fotografia
- Piso 6: Jérémy Pajeanc
Tour de Contrôle, 2017
Vídeo
- Piso 5: Luísa Salvador
Trilhos, 2017
Técnica mista s/papel
- Piso 4: Fernanda Fragateiro
Demolição 3, 2017
Fragmentos de alvenaria provenientes de demolição
- Piso 3: João Mendes Ribeiro
In the looking glass, 2017
Moldura em chapa quinada e espelho
- Piso 2: Horácio Frutuoso
Fugitivo, 2017
Vinil recortado, tinta acrílica, lâmpada fluorescente e sapatilhas
- Piso 1: Manuel Graça Dias
A encomenda, 2013
Vídeo
Texto: GCPCMP / EeTj
Foto: Filipa Brito (Porto.)
01ago17