Miguel Correia
A tão famigerada austeridade parece ter os dias contados e palavras como crise, pobreza e miséria pertencem ao passado! Os nossos governantes revelam estatísticas que provam a retoma da economia. E, se dúvidas houver, basta observar o parque automóvel. Porque é nos veículos motorizados que se começa a gastar o dinheiro.
Quase todos os stands de automóveis têm, nas suas instalações, viaturas com idade inferior a cinco anos e movidos a gasóleo. Aliás, encontrar um usado com mais idade (e a gasolina) é uma tarefa impossível. A tendência é gastar dinheiro num automóvel vistoso e de manutenção elevada. Não interessa se é adequado às necessidades do condutor. O preço também não é dificuldade porque há instituições de crédito que permitem ter uma dívida que ultrapasse o tempo de vida do próprio carro!
Para juntar a este rol de facilitismo surge, em alguns casos, a falta de experiência do condutor. É sabido que as escolas de condução não primam pela exigência ou condução adaptada aos vários elementos atmosféricos e potência do motor. Muitas vezes verificam-se acidentes por desconhecimento das características da viatura.
Num simples erro de cálculo, um Ferrari despistou-se e foi embater num posto de gasolina, na EN206, perto de Ribeira de Pena. O automóvel chocou ainda com uma viatura que estava parada. Dois homens foram atingidos pelos destroços e sofreram ferimentos ligeiros. É sabido que os modelos da referida marca andam bastante depressa e, como tal, têm consumos bastante elevados. No entanto, tendo em conta o preço dos combustíveis, abastecer é algo pelo qual não vale a pena ter pressa…
Foto: Pesquisa Google
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