Os quenianos Jackson Limo e Monica Jepkoech, que bateu o novo recorde feminino da prova, venceram no domingo a 14.ª Maratona do Porto, realizada no passado ai 04 de novembro. Os portugueses Daniel Pinheiro e Salomé Rocha foram as grandes surpresas, terminando ambos no segundo lugar.
Juntando mais de 15 mil participantes de 69 nacionalidades no conjunto das três distâncias – os 42 km da Maratona, os 15 km da Family Race e os 6 km da caminhada Fun Race -, esta 14.ª edição decorreu em condições quase ideais: só mesmo o vento acabou por prejudicar os atletas em competição na segunda metade da prova rainha do atletismo, que uma vez mais se desenvolveu ao longo das marginais do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia.
Recorde no feminino
Entre as mulheres, a queniana Monica Jepkoech, vencedora da Meia Maratona do Porto em setembro passado, não só confirmou o favoritismo que lhe era apontado como também estabeleceu um novo recorde da Maratona do Porto, com 2h26m58s. Ou seja, bateu o registo de 2h29m13s conseguido no ano passado pela sua compatriota Loice Kiptoo.
Salomé Rocha foi a sua principal adversária, liderando a prova até cerca do quilómetro 24. Contudo, a atleta portuguesa quebraria na parte final, chegando mesmo a ponderar a desistência, como revelou no final. Cortaria a meta na segunda posição, em 2h31m01s. A etíope Chaltu Bedo Negashu foi terceira, em 2h43m41.
Já nos homens, o domínio da corrida – que geriu sozinho nos últimos 10 quilómetros – pertenceu ao também queniano Jackson Limo. O atleta ficou longe do recorde (2h09m51s) da Maratona do Porto, estabelecido em 2011, mas chegou ao Queimódromo sem qualquer concorrência, cortando a linha de meta ao fim de 2h11m34s, o que significa o quarto melhor registo de sempre na prova. E ofereceu ao Quénia o 13.º triunfo em 14 edições na Maratona do Porto no setor masculino.
A grande surpresa foi mesmo o português Daniel Pinheiro, segundo classificado com 2h417m17s (mais 6m23s que o vencedor), na prova em que se estreou com a camisola do Águias de Alvelos. Mesmo admitindo que o objetivo era tentar chegar nas 2h15m, Daniel Pinheiro revelou-se “muito feliz” com este resultado, que significa “25 anos de dedicação” e o seu novo máximo pessoal na distância.
O pódio masculino ficou completo com Okubay Tsegay, atleta eritreu que completou os 42,195 km em 2h19m06s, mais 7m31 que o primeiro.
Competição, desafio, convívio e animação voltaram a estar associados a uma iniciativa que teve também uma faceta solidária: permitiu angariar fundos a favor da Casa do Caminho, uma instituição de acolhimento de crianças e primeira unidade de emergência infantil do norte do país, e alimentos para a Legião da Boa Vontade.
Texto e foto: Porto. / EeTj
01dez17