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PRESÉPIO – QUANDO UM FILHO (JOSÉ COSTA) DÁ CONTINUIDADE À ARTE DO PAI

(REGISTO)

Construir um presépio que venha a ser motivo de atração para visitantes da cidade de Ovar, uma procura turística para visitar a recriação de ambiente natalício, com uma conceção de cariz mais tradicional nos vários elementos representados e produzidos artesanalmente, é o projeto sonhado por José Costa, que pelo segundo ano consecutivo mostra publicamente o presépio por si produzido que ganhando maior área e novos elementos.

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As limitações na concretização dos sonhos deste artesão de Ovar, são mais de ordem espacial para expor os seus trabalhos em miniaturas, já que se tem de adaptar, como aconteceu este ano, em que o presépio por si construído teve de se cingir à área da sua garagem na Habitovar, na Zona Escolar de Ovar, em que esteve patente para muitos curiosos, incluindo visitas de crianças de escolas e ATL,s que assim puderam admirar este trabalho com atividade mecânica das figuras e elementos urbanos como moinho ou a típica nora, representando cenários e profissões essencialmente de cariz rural e as tradicionais personagens religiosas características da composição de um presépio.

Opini_José_Lopes

José Lopes

(texto e fotos)

Fazer crescer este projeto para um espaço mais acessível aos olhos de quem visita a zona mais central da cidade de Ovar, é o propósito do José Costa, que só precisa da necessária colaboração de proprietários de espaços comerciais, para em épocas especificas de certas tradições em que tem obras para mostrar, como no Natal ou na Quaresma, em que também acalenta a ideia de proporcionar à população a oportunidade de se ver a representação em miniatura, das procissões quaresmais envolvidas por vários elementos da arquitetura urbana da cidade que entretanto faz crescer na obra por si construída. Uma exposição que deseja instalar numa montra ao mesmo tempo que decorre o programa religioso das várias procissões, pelas ruas da urbe ao longo do património que representam as capelas dos Passos.

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Com estes trabalhos representativos de tradições, José Costa, com 64 anos de idade, dá continuidade a uma arte que herdou do seu pai, que para os ovarenses foi sempre carinhosamente o Costinha. Um multifacetado artesão que construiu representações de procissões e presépios, que o filho, José Costa faz questão de manter o mesmo espirito tradicional, negando, nomeadamente no presépio, introduzir elementos descaracterizadores do seu simbolismo. Mantem também o mesmo traço do seu pai nas figuras de soldados do castelo e ainda recuperou um ou outro boneco produzido pelo “mestre” que deixou saudades.

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Com a mesma paixão e sensibilidade para criar representações em miniatura de várias tradições ovarenses ou vareiras, através de movimentos mecânicos resultante da utilização e reutilização de velhos motores de eletrodomésticos, como de varinhas mágicas, o artesão José Costa, tem também entre os seus diferentes projetos em construção para expor, um quadro alusivo à arte xávega, com representação da faina da pesca na praia do Furadouro, através de um cenário que inclui delicados e minuciosos elementos, como o momento do puxar da rede do mar, do peixe a saltar ou do redeiro a trabalhar na rede do saco arrastado pelo típico barco. Elementos em movimento, que certamente farão as delícias dos visitantes, assim este entusiasta autor de tais mostras de arte venha a ter os necessários apoios em termos de espaço, porque só quer mesmo isso.

01jan18

 

 

 

 

 

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