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Poesias Sonoras e Fado em tempo real (01)

Cristóvão Sá-TTmenta

“O prometido é devid(r)o”. Conforme referi no meu anterior texto (edição de Fevereiro/18), a partir da presente edição, início a divulgação dos meus poemas para fado. Resultado da participação no projeto Oficina de Escrita de Poesia para Fado, no âmbito do “Manobras no Porto”, em 2012, no “Maus Hábitos”.

Os poemas não foram submetidos a registo de propriedade intelectual. Tal facto não habilita, quem quer que seja, de avocar/invocar a sua autoria. Constam do portal do projeto, com o título que encabeça este texto (https://fadoemtemporeal.wordpress.com/ – disponível em 17-02-2018 13:10).

Naturalmente que, havendo revelação pública e generalizada, toda/os que os que queiram cantar, ficarei lisonjeado com tal honra. Por respeito aos autores da música e letra, será simpático que os revelem. Qualquer que seja o local/momento em que sejam cantados.

Antes da apresentação do poema, será indicado a melodia do fado tradicional para que o escrevemos. Será referenciado um exemplo cantado disponível no Youtube e indicado o nome do músico que a compôs. Nalguns casos, sobre a autoria da música, julga-se saber haver dúvidas. É o exemplo concreto que se apresenta a seguir. Apelamos assim aos estudiosos que nos ajudem a identifica-los corretamente e qual a razão da dúvida, já agora.

DOR

Melodia – Fado Meia-Noite  (Mãos Abertas)

Músico – Filipe Pinto (?); Carlos Neves (?); Reinaldo Varela (?)

 

Lanço a pedra à água.

Espero o vir da onda

e longe vá minha mágoa.

Coração mal enxagua

lágrima que cai redonda.

 

Dor de querer e não dar

grito que cale sofrimento.

Ira e raiva a acordar.

É assim o meu lamento

não ter fim o teu penar.

 

Forte quero eu sentir

teu abraço na partida.

Compenso assim ausência.

Enquanto dor existir

fúria nega clemência.

 

Clemência dá perdão

por falta que cometi,

fiz sofrer teu coração.

Por pensar perder de ti

sangrar mais não quero não.

01mar18

 

 

 

1 Comment

  1. António Rente Pinto

    O Cristóvão Sá Pimenta tem que escrever mais poesia, pois sabe usar muito bem as palavras. É um sentimentalista com alma…
    Boa recuperação amigo.
    Abraço

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