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E ASSIM FOI O CARNAVAL (OVAR) QUE RECEBEU “BANHOS” DE MULTIDÃO

(REGISTO) No final de mais uma edição do Carnaval organizado em Ovar desde 1952, que como tal, só não saiu à rua em 1975, os grandes vencedores eram naturalmente os foliões e todos os intervenientes que dão forma e vida aos corsos carnavalescos em que desfilaram as quatro escolas de samba, os catorze grupos carnavalescos e as seis passerelles.

Opini_José_Lopes

José Lopes

(texto e fotos)

Mas como manda a tradição e a disputada classificação em cada uma das categorias, os vencedores que resultaram da decisão de um júri, foram anunciados sem grandes surpresas no samba, com a Escola de Samba Costa de Prata a sagrar-se tetracampeã. Enquanto em passerelle, a renhida decisão recaiu sobre as Joanas do Arco da Velha como bicampeãs. Ainda mais difícil foi encontrar justiça para quatro potenciais candidatos ao primeiro lugar em carnavalescos, com os Xaxas e o seu tema “Pô-las na linha” a recuperarem o lugar de vencedores que tinham alcançado em 2014 entre o seu vasto palmarés de 1.º lugares, que partilham com os Vampiros (2.º lugar), Pinguins (3.º lugar) e Marados (4.º lugar).

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Assim, ao fim de vários meses de preparação do grandioso espetáculo em que se transformaram os desfiles do Carnaval de Ovar, e como culminar de toda a envolvência e espirito da folia vivida na cidade de Ovar nas últimas semanas, segundo um vasto programa recheado de eventos carnavalescos. O palco principal, a Avenida Sá Carneiro, transformada numa espécie de “sambódromo”, depois do desfile noturno das quatro escolas de samba (dia 10, sábado), recebeu autênticos banhos de multidão para assistirem no domingo e terça-feira aos principais cortejos, em que se entrelaça na ordem do desfile, o samba, passerelles e grupos carnavalescos, num total de mais de dois mil participantes que em cada uma das modalidades de expressão carnavalesca, executam coreografias e exibem beleza e sensualidade em ritmos musicais, que invadem de cor e alegria a avenida que foi pequena para tantos espetadores, que lotaram as bancada com mais de quatro mil lugares e uma extensa área de peão.

Joanas do Arco da Velha
Joanas do Arco da Velha
Palhacinhas
Palhacinhas
Melindrosas
Melindrosas
Bailarinos
Bailarinos
Levados do Diabo
Levados do Diabo
Barulhentas
Barulhentas

Nem mesmo a chuva copiosa que no domingo “surpreendeu” o cortejo em plena avenida, bem como os vários milhares de pessoas que adquiriram ingressos, mantendo-se uma constante precipitação até ao fim do desfile, fez afugentar o publico que se manteve debaixo de guarda-chuvas sem arredar pé, voltando na terça-feira a encher este espaço privilegiado, que há alguns anos passou a ser alternativa ao centro da cidade para palco do característico Carnaval de Ovar, que se faz de muito entusiasmo, empenho, sacrifício e lágrimas de alegria.

Mas também lágrimas de dor e de tristeza, quando surgem impedimentos por problemas técnicos inesperados, como avaria no som, que obrigou o grupo passerelle “Bailarinos” a abandonar o desfile no domingo ou um eixo partido no carro alegórico do grupo “Garimpeiros”, contratempo que na terça-feira viria a repetir-se no eixo de direção do carro alegórico dos “Condores”, nos seus 59 anos de Carnaval, que assim terminaram amargurados a sua atuação quando entravam na área de bancadas e do Júri.

Momentos difíceis ultrapassados com solidariedade carnavalesca que mereceram aplausos e respostas adequadas à situação por parte da organização, sem porem em causa o essencial da beleza e do ritmo do espetáculo, marcado por muita imaginação e juventude que torna possível tal cartaz turístico.

Xaxas
Xaxas
Vampiros
Vampiros
Pinguins
Pinguins
Marados
Marados

Foram vários os banhos de multidão que se tornam tradição em sucessivas noites do diversificado programa do Carnaval de Ovar, como a quinta-feira da “Noite do Dominó” em que a cidade se enche de imaginativos estilos de dominós como típico adereço carnavalesco, que faz parte integrante da noite também consagrada ao habitual espetáculo de Quim Barreiros que sempre arrasta multidões ao Espaço Folião. Depois vem a noite (sexta-feira) da “Farrapada” e os Axu-Mal com a sua “Grande Noite de Reis”, ou ainda os vários espetáculos para diferentes públicos como o inédito despique musical entre o grupo Pevides de Cabaça e a Banda Filarmónica Ovarense.

Por fim a “Noite Mágica”, que trás, particularmente através de comboios especiais, um mar de gente à cidade de Ovar na segunda-feira, para festejar a última noite de folia, que antecede a repetição dos Corsos carnavalescos no mesmo palco da avenida, para o final da festa em que os principais protagonistas são os elementos dos grupos carnavalescos, passerelles e escolas de samba, que para além do seu trabalho, ainda pagam para desfilarem segundo regulamento rigoroso nomeadamente no cumprimento dos tempos de desfile, garantindo assim que este espetáculo termine a horas razoáveis para os milhares de espectadores de vários pontos do país.

Charanguinha
Charanguinha
Kan-Kans
Kan-Kans

Com um público devidamente agasalhado de forma carnavalesca, em que predominam peças de roupa multicolores, incluindo mantas e até botijas de água quente, para na noite de sábado assistir ao desfile das escolas de samba e seu enredo. No domingo e terça-feira de Carnaval os guardas chuvas foram adereços fundamentais para resistir à meteorologia que também este ano não deu totais garantias ao longo de todo o desfile. Arriscar a sair bem cedo para a rua (14:30) e enfrentar as consequências com assumido espirito folião, foi a resposta possível do vereador da cultura da Câmara Municipal de Ovar, Alexandre Rosas, após concordância dos grupos, face à instabilidade do tempo, que não foi suficiente para desmobilizar surpreendentes banhos de multidão.

Costa de Prata
Costa de Prata
Juventude Vareira
Juventude Vareira

Foi pois perante um tal cenário proporcionado pela habitual moldura humana, que na terça-feira se repetiu o corso com redobrada espectativa num desfile mais completo, com a participação do grupo passerelle “Bailarinos”, com um significativo palmarés de 1.º lugares até 2016 no Carnaval de Ovar, numa disputa com as Joanas do Arco da Velha, vencedoras em 2017 e este ano em que as Barulhentas se voltaram a aproximar com um indiscutível segundo lugar.

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Ao contrário de outros anos, as classificações de 2018 não mereceram visíveis contestações, tal foi a média da qualidade dos grupos participantes nas respetivas categorias com muita imaginação carnavalesca e os mais variados temas abordados que resultam do cruzamento de diferentes gerações de foliões que dão continuidade ao Carnaval de Ovar.

Classificação e tema dos grupos carnavalescos

1.º Xaxas – “Pô-las na linha”

2.º Vampiros – “Pókeralhu!”

3.º Pinguins – “Atrás dela”

4.º Marados – “Uiquenflai”

5.º Pindéricus – “Toca-me à vara”

6.º Catitas – “Kereséfest”

7º. Marroquinos – “Cortar! A torto e a direito”

8.º Garimpeiros – “Habemos diablos nuscorpos”

9.º Pierrots – “Até os comemos…”

10.º Zuzucas – “O segredo da vitória”

11.º Carrucas – “Carrucas à paulada”

12.º Hippies – “Macaquinhos no sótão”

13.º Não Precisa – “Bar’Haus NP Ballet”

14.º Condores – “O Carnaval é um pagode”

Classificação e tema das escolas de samba

1.º Costa de Prata – “O mito da maldição”

2.º Charanguinha – “O Rei da Pop”

3º. Juventude Vareira – “O encantador Mundo dos Sonhos”

4.º Kan-kans – “O poder da água, o homem e a fé”

Classificação e tema da categoria passerelle

1.º Joanas do Arco da Velha – “Sem graça?? Sorri que passa!!”

2.º Barulhentas – “What Happens in Vegas…”

3.º Levados do Diabo – “A Chave para outra dimensão”

4.º Palhacinhas – “De terra em terra”

5.º Melindrosas – “Volta ao Mundo em 54 minutos”

6.º Bailarinos de Válega – “Será ela?”

01mar18

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