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Considerações inúteis

Miguel Correia

Na qualidade de seres vivos com a capacidade de pensar (há estudos que provam que alguns ainda o fazem) temos uma interpretação própria e personalizada da realidade que nos rodeia. E há um certo encanto na diversidade, caso contrário, seriamos todos autómatos numa linha de produção industrial. Se bem que, pelo andar da carruagem, parece que para lá caminhamos… Conduzido por um espírito inquieto e vontade de questionar o que não entendo – para muitos é apenas mau-feitio – que resolvi “dar asas ao pensamento” e escrever sobre coisas que, de facto, me incomodam. Certamente, caros leitores, muitos vão discordar. É um direito que vos assiste e compreendo. Aproveito para recordar que se trata apenas de uma consideração pessoal e caso se sintam ofendidos (ou visados na crónica) podem barafustar ou tentar mudar comportamentos…

As escadas rolantes. Inventadas em 1897 por Jesse Reno. Um método de transporte que consiste numa escada inclinada cujos degraus movem-se, permanecendo numa posição horizontal. São usados para transportar confortavelmente e rapidamente um grande número de pessoas, entre andares de um qualquer edifício, especialmente em grandes superfícies comerciais.

escadas rolantes

O saudoso Shopping Brasília, no Porto, recebeu as primeiras escadas rolantes públicas nos anos 80. O funcionamento é deveras simples: colocar o pezinho no primeiro degrau e, de forma automática sem fazer esforço, aguardar pela chegada ao andar de cima. Parece simples – e na realidade é – mas, muitos Tugas resolvem ignorar as horas e o esforço despendido nesta invenção para começar a correr pelos degraus como se estivessem numa escada fixa. Eu compreendo. Somos um povo bastante ocupado e as lojas nos centros comerciais têm um horário bastante reduzido que obriga os clientes a correr entre os vários pisos e corredores para conseguir comprar o que pretendem.

Por vezes, estes “atletas de escadas rolantes” empurram as outras pessoas que dão a devida importância à invenção e usufruem, calmamente, dos motores que movimentam os degraus sem que haja necessidade de fazer força nos músculos das pernas. E, no meio de tanta azáfama comercial, os mais apressados e arrogantes julgam-se donos do mundo. Porque temos de fazer esforço físico quando existe uma máquina que tem essa função?! O civismo (ou falta dele!) está bem patente nos lugares com bastante gente! Ou como se diz por Terras Tugas: o “chico-espertismo”.

Foto: pesquisa Google

01jun18

 

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