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Ovar – Pombos continuam a conviver com crianças em meios escolares

A proliferação de pombos em vários edifícios da cidade de Ovar, entre os quais as escolas, tornou-se uma praga permanente e sem qualquer tipo de controlo por parte das autoridades locais, que na prática se renderam à capacidade de resistência destes animais, cujas marcas da sua presença são bem visíveis na calçada das ruas e num conjunto de antigos edifícios abandonados ou não, incluindo capelas e igrejas, e mesmos de construções mais modernas, em que a sua arquitetura, acaba também por facilitar e proporcionar locais de permanência de pombos e de acolhimento para ninhos com todas as consequências para a saúde pública, resultante nomeadamente dos seus excrementos.

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São cenários deprimentes resultantes da invasão desta espécie, que obrigam mesmo a soluções improvisadas nas varandas de prédios, em que os habitantes recorrerem às mais diversificadas e imaginativas estratégias para tentarem afastar tais aves. Há mesmo varandas em pleno centro da cidade com imagens desoladoras, com sistemas de vedação através de malhas de rede para evitarem o acesso dos pombos ao seu interior, que acabam transformadas numa espécie de gaiolas, mas dos próprios residentes humanos, assim sem qualidade de vida.

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Mas se o ambiente urbano da cidade é afetado de forma significativa por tal população de pombos sem controlo, as preocupações só podem agravarem-se quando esta realidade, se vive e prolifera em meios escolares com potenciais riscos de contato com crianças.

Sendo recorrente a polémica em torno da ausência de eventuais medidas capazes de minimizarem os efeitos da partilha de espaços entre pombos e alunos das escolas. Tal “convívio” persiste em meios escolares ainda com maiores riscos, pela proximidade de contato e condições favoráveis ao alimento destes animais, através dos restos dos lanches que tantas vezes são deixados à mercê e mesmo resultante da natural sensibilização das crianças para a sua defesa, partilhando e alimentando animais, mesmo tratando-se deste tipo de pombos potenciais portadores de doenças.

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A exemplo da zona urbana e habitacional da cidade, há muito os pombos se concentraram também em meios escolares, sem que as entidades competentes, desde logo de saúde pública, manifestem grande e visível atenção, não só no combate efetivo a este flagelo, como à necessária sensibilização das comunidades escolares, educativas e locais, para que se tenha verdadeira consciência dos perigos de que estes animais podem ser portadores, como piolhos, carrapatos e percevejos entre as suas penas e em especial, o risco das fezes, exigindo por isso prevenção pedagógica.

Ainda que se vá fazendo de conta, e aliviando a consciência sempre que há precipitação, para que a água da chuva ajude a branquear em parte a conspurcação derivada dos excrementos dos pombos ou mesmo a disponibilidade de algum assistente operacional que se sujeitam a remover dejetos sem que lhes sejam fornecidos os meios adequados de segurança e prevenção para lidar com tais realidades. Os efeitos da presença de pombos em meios escolares, prevalecem e mantêm o ritmo acentuado de multiplicação desta população animal, bem como a acumulação de fezes secas com todos os riscos para o meio envolvente. Nestes casos com recreios escolares em que inevitavelmente o contato é possível.

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Com a partilha dos espaços escolares exteriores cada vez mais disputados pelos pombos, que aumentaram significativamente as áreas de presença em meio escolar bem junto dos alunos, o risco relacionado com eventuais bactérias resultantes das fezes destes chamados “ratos voadores”, tornaram-se potenciais focos de transmissão de doenças que exigiam redobrada atenção, particularmente em ambiente escolar.

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Estando os pombos protegidos por lei, evitar contaminação, neste caso às comunidades escolares, exigem medidas preventivas e corretivas, ainda que, sem apresentarem ameaças nem ao animal, nem ao ser humano, possam passar no mínimo pela implementação de medidas de controlo sugeridas por entidades especializadas no controle de “pragas urbanas”, que podem consistir na instalação de barreiras físicas, ainda que muitas das arquiteturas das escolas dificultem esta tarefa, e com particular atenção em meio escolar, a promoção de ações de consciencialização de práticas de higiene, para as quais nem os autarcas têm estado sensibilizados.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*) Correspondente “Etc e Tal jornal” em Ovar – Aveiro

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