Joaquim Castro
Além das emoções próprias de um jogo de futebol, visto na televisão ou ouvido numa rádio, outra das emoções consiste em ouvir a tiradas dos narradores, sobretudo, aquelas que representam pontapés na gramática. É um fartote!
E como estamos no Campeonato do Mundo de Futebol 2018, até o nosso selecionador, o senhor engenheiro Fernando Santos, vai dando o seu contributo às calinadas, como, por exemplo, pronunciar “control” de jogo, em vez de controlo de jogo.
Quanto aos narradores, gosto da expressão “rodopiar sobre si mesmo”!
No fundo, é a língua portuguesa em estado precário; ou seja, em estado de precariedade.
Claro que, esta palavra, precariedade, sairia como “precaridade”, se fosse o sindicalista Arménio Carlos ou o nosso primeiro, António Costa a pronunciá-la.
Se partirmos para as televisões, aí, as calinadas são em doses muito mais abundantes.
Então, os rodapés que são inseridos nas emissões dos canais põem-nos os cabelos em pé!
Esta é uma particularidade que será objeto de um próximo artigo.
UM DESAFIO
(Que vem da publicação anterior)
Conta-se que, no tempo de Salazar, uns estudantes estavam a escrever uma frase alusiva ao ditador, numa parede de Lisboa. Assim:
Salazar já morreu não faz falta!
A polícia política deu ordem de prisão aos estudantes autores da escrita, quando um deles argumentou: Esta frase é um reconhecimento ao trabalho do nosso presidente do Conselho. Falta pontuá-la.
A pergunta é: que pontuação foi necessária, para inverter o sentido da frase, evitando que os autores fossem presos?
Veja se é capaz.
A resposta seria:
Salazar já morreu? Não. Faz falta.
Nota: Por vezes, o autor também erra!
01jul18
