O ritmo acelerado da vida citadina, o número crescente de turistas e os transportes públicos lotados são alguns dos atrativos para um leque de indivíduos atuar, de forma organizada, na subtração de carteiras ou outros objetos pessoais que os mais incautos transportam sem qualquer tipo de cuidado.
O Comando Metropolitano do Porto da Polícia de Segurança Pública está atento ao evoluir dos acontecimentos e tem, nos últimos meses, detido alguns desses criminosos. A verdade, porém, é que todos os cuidados ainda são poucos para quem, com valores, circula em determinadas zonas da cidade do Porto.
Não deixando de ser um assunto recorrente, e para o qual este jornal tem dado frequente destaque, os crimes contra o património, com especial incidência para o furtos de carteiras, continua a ser notícia, principalmente pelas ações policiais desenvolvidas no combate a esta prática que, com o crescimento da população flutuante, designadamente turistas, tem vindo a ser notória nos últimos meses.
Recentemente, e referimo-nos ao passado dia 21 de junho, o Dispositivo da Polícia de Segurança Pública do Comando Metropolitano do Porto, através do efetivo da Divisão de Investigação Criminal, realizou mais uma operação policial cujo propósito assentou na “desagregação de um grupo de indivíduos que, de forma organizada, se dedicavam à prática dos crimes de frutos de carteiras” – lê-se em comunicado.
A ação foi desenvolvida tendo como objetivo a identificação e interceção de autores dos ilícitos, e resultou na detenção de duas mulheres, de 33 e 38 anos de idade, desempregadas e residentes no Porto, quando pelas 20h00, junto ao Funicular dos Guindais, na Avenida Gustavo Eiffel subtraíram a carteira a uma turista, a qual continha 15 euros e diversos documentos. Estas mulheres encontravam-se já referenciadas pela referida Polícia pela prática de diversos crimes do género.
Antes, porém, a 11 de maio de 2018, em outra ação da PSP não foram, tal como aconteceu recentemente, detidas só duas pessoas, mas, neste caso, nada mais nada menos que cinco. Os arguidos foram três homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 33 anos, depois de, no Terreiro da Sé, terem sido intercetados pela Polícia que, além de carteiras, lhes apreendeu 305 euros, uma máquina fotográfica entre outros objetos.
Já no dia anterior (10 de maio), a PSP do Porto tinha realizado uma outra operação idêntica na Rua do Infante D. Henrique, detendo três homens, e apreendendo 578 euros e ainda uma carteira contendo documentação de identificação bancária.
Estes casos vêm juntar-se a outros, sem que outros mais tenham sido detetados pela PSP, pelo que são frequentes os avisos das autoridades para as precauções que os cidadãos devem ter quando circulam em determinados locais da cidade.
Assim, sendo, são diversos os comunicados publicados pelo Comando Metropolitano do Porto da PSP avisando os mais incautos para o problema relacionado com o furto de carteiras, como o que se seguir de reedita:
“A PSP tem verificado que frequentemente os cidadãos não tomam as precauções devidas, de forma a evitar/dificultar a prática destas ações delituosas, pelo que aconselha as pessoas a tomarem medidas de salvaguarda dos seus bens, nomeadamente levar sempre a carteira dentro do seu casaco ou nos bolsos da frente das calças e nunca dentro de uma mochila, ter em conta que podem ser criados incidentes (dissimulados ou não) com o intuito de o distrair, não se esquecer ainda que um furto de um carteirista pode acontecer a qualquer um, pelo que lhes devemos dificultar a vida ao máximo, não se distrair tendo sempre em atenção o que se passa em seu redor, entre outros conselhos disponíveis no sítio da internet da PSP.”
Pela “enésima” vez este jornal faz registo desta atividade criminosa no sentido de alertar as pessoas para os riscos que correm se não se acautelarem. Esperemos não ter de voltar a este tema nos próximos tempos, sinal que estes avisos surtiam, no fundo, algum efeito.
Texto: EeTj
Fotos: pesquisa Google
01jul18



