O Mercado do Bom Sucesso, no Porto, foi reaberto ao público no passado dia 14 de junho, concluída que foi uma empreitada avaliada em 12 milhões de euros, e que alterou por completo – modernizando – um espaço inaugurado nos anos cinquenta do século passado, com o cunho (desenho) dos arquitetos Fortunato Leal, Cunha Leão e Morais Soares. Em janeiro de 2012, o edifício foi classificado como Monumento de Interesse Público. Mas, agora, os tempos são outros…



Reinaugurado com pompa e circunstância, cerimónia a qual contou com a presença de diversas personalidades da vida política, economia e religiosa da cidade do Porto… e não só (o ex-Presidente da República, Ramalho Eanes, e sua esposa, também la estiveram), o Mercado do Bom Sucesso – abençoado pelo ainda Bispo do Porto, D. Manuel Clemente – poucos, ou nenhuns, traços tem de ligação com a estrutura antiga. O atual espaço é ocupado por múltiplas valências, inexistentes no velho mercado. Os” frescos” (peixe, carne e legumes) que davam vida ao local, têm agora uma pequena área dentro do espaço global de11.500 metros quadrados.
Seja como for, e tendo em conta este rompimento radical com o passado, a reação dos portuenses – como a nossa reportagem pode constatar – foi muito positiva, dado a modernidade e funcionalidade do local.
Dos “Frescos” à (gigantesca) “Praça da Alimentação”…
Começando a nossa visita ao novo Mercado do Bom Sucesso, pelo piso zero, e por uma das suas laterais, há a destacar a zona de “frescos” – a única ligação ao passado-, onde oito dos doze espaços do local, são ocupados por negócios de peixe, talho, flores, frutas, hortícolas, leguminosas, congelados e produtos biológicos.
Mas, as inovações não ficam por aqui. Construções em madeira coroadas com artefactos metálicos acolhem 14 bancas, todas elas reunidas em onze simétricos conjuntos, com balcões destinados à venda de gelados, crepes, leitão, queijos, mercearia fina, vinhos e etc e tal.
O nosso jornal não está lá, mas lá está uma Praça da Alimentação com capacidade para cerca de 400 lugares sentados. Isto tudo sob um chão ladrilhado a bege e pontuado, aqui e ali, por quadradinhos pretos e cor de barro, que dão ao espaço a sua singularidade.
“Hotel da Música” e “Fundação António da Mota”: referências do Mercado!
Saiba ainda que de cada um dos lados, isto no interior do Mercado do Bom Sucesso, foram construídos duas importantes estruturas: uma destinada a escritórios, grande parte ocupada pela Fundação António da Mota (da Mota-Engil que detém 75 por cento do capital da empresa que gere o local: Mercado Urbano), e o outro pelo Hotel da Música, que ocupa uma área aproximada de cinco mil metros quadrados com 85 quartos, muitos dos quais adjacentes ao corredor arqueado com ripas de madeira, isto num lado do primeiro piso do Mercado.
Mas, as novidades não ficam por aqui: Há 14 novas lojas na galeria do lado oposto ao do Hotel, assim como no piso Zero, reservando espaço para moda, cabeleireiro… biscoitos tradicionais, tabacaria, e ainda espaço para a confeção e venda de crepes.
Ainda nesse piso (o Zero) – e estamos quase a terminar esta visita – há mais áreas de restauração. São 12. Aqui não está prevista entrar a crise que grassa fora do mercado. Ora bem! O(a) leitor(a) em,,, repito 12 áreas de restauração, apreciar as franco-tripeiras “francezinhas”, pizzas, marisco, cozinha portuguesa e também japonesa, com especial destaque, neste último caso, para o Sushi. Haja dinheiro para isso.
E, pronto. Para visitar o Mercado do Bom Sucesso saiba que tem portas escancaradas das 09 e as 24 horas, de quinta a sábado, e das 09 às 23 horas, de domingo a quarta. Aconselha-se o(1) leitor(a) a ir com dinheiro e invista, ou só, com vista, alegre os seus olhos, porque a Boavista é ali ao lado.
Texto: José Gonçalves
Fotos: António Amen






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