Quem vive intensa e responsavelmente o mundo do jornalismo sabe que, de quando em vez, há edições “tiradas a ferros”. É nessas alturas que o jornalista é confrontado com todo o tipo de contrariedades, mesmo sem ter qualquer culpa no cartório. É uma luta dos diabos! É uma luta contra si próprio. É uma luta contra o tempo. É jornada difícil de superar, mas que, por respeito ao público leitor, tem de ser ultrapassada custe o que custar.
Esta é uma dessas edições.
Por isso, neste Editorial, quero pedir desculpas aos leitores e colaboradores – ainda que sem culpa alguma – por esta edição não estar tão apelativa quanto as anteriores. Enfatizo a palavra “apelativa”, porque em questões de qualidade o jornal mantém parcialmente o mesmo nível.
Foi realmente um mês difícil de ultrapassar. Primeiro com a morte da minha mãe – quero, a propósito, agradecer as centenas de e-mails enviados por amigos, familiares e leitores com palavras de solidariedade e de muita força num momento tão difícil da minha vida. E, depois, o facto de o jornal se ter encontrado off-line durante quatro dias, situação que afeta, sobremaneira, o estado psicológico de qualquer jornalista e logo o jornalista com responsabilidades acrescidas, como é o facto de dirigir e ser responsável pela publicação.
Não caiu o Carmo e a Trindade, mas quase. Só que, como para tudo têm de se encontrar soluções e ir buscar forças a um sítio qualquer, lá se resolveu em parte – para já “em parte” – o problema. Para que não aconteçam mais problemas técnicos desta gravidade informo que mudaremos de servidor, passando do “jaguar pc” possivelmente para o .info ou para o .eu. Dentro de dias informarei os nossos leitores da nova “morada” na Web, se bem que podem continuar com a atual, uma vez que depois serão, automaticamente, encaminhados para o novo sítio.
Com estes problemas, algumas rubricas foram afetadas nesta edição, caso do “Especial Autárquicas 2013 (Porto)” – a qual terá na próxima edição (mês de eleições) desenvolvimento jornalístico de “Destaque”, e ainda o “Hoje Escrevo Eu”, e outros temas de reportagem que estavam agendados mas não foram concretizados, pelos motivos anteriormente referidos.
Mesmo assim, estamos aqui. Ao ultrapassarmos todos estes problemas, demos prova, não só a nós próprios, mas também aos nossos leitores, que este projeto é para ficar, é para crescer e criar fortes estruturas de modo a enfrentar as exigências do futuro e as maleitas do presente.
O “Etc e Tal Jornal” prepara um novo caminho, sem fugir um milímetro aquilo que o carateriza: não ter medo de revelar a verdade dos factos, e ser voz ativa daqueles que a não têm nesta egoísta e hipócrita sociedade em que vivemos.
O “Etc e Tal Jornal” não está à venda, porque não se vende. O “Etc e Tal Jornal” não vende notícias, dá a conhecê-las sem qualquer tipo de custo para quem as lê. E mais: é dos poucos jornais onde os seus colaboradores trabalham a custo zero, ou em certos casos a “custo -1”, uma vez que para se fazerem certas e determinadas reportagens tem de haver dinheiro disponível para tal.
Mas, é essa questão estrutural que queremos e vamos alterar. Este jornal tem de ser um projeto rentável. Para tal terá de ter as condições e as ferramentas técnicas para que não aconteça o que aconteceu no passado mês de julho. Não podemos ficar dependentes de empresas que “primam” o seu trabalho pela incompetência, negligência e laxismo.
O “Etc e Tal Jornal” retomará, na próxima edição, a normalidade, sendo, desde já, de destacar a entrada na nossa equipa de novos colaboradores, com outras propostas jornalísticas, que, por certo serão do seu agrado, isto tudo sempre salvaguardando o nosso Estatuto Editorial.
Pelo facto desta edição não ser tão apelativa quanto as anteriores, volto a pedir as minhas desculpas, sem ter qualquer culpa no cartório. Mas, é considerando os leitores e colaboradores – porque sem eles estaríamos aqui a fazer nada – que prometo melhorias na estrutura do jornal, e que os off-line verificados no último mês não voltem a acontecer.
José Gonçalves
(Diretor)
São fases caro Gonçalves. São (duras)fases) mas tudo se ultrapassa! Vivo em Lisbo, mas sou do Porto, de Cedofeita, e leio sempre que posso o “Etc e Tal Jornal”. Trata-se da minha ligação à Terra que me viu nascer a crescer. O jornal está bom, vai ainda por certo melhorar e, com certeza, que passará de projeto a um outro projeto. Sei que tem pernas para andar.
DEPOIS DE UM MÊS TERRIVELMENTE DIFÍCIL, EIS AQUI A FORÇA DE UM DESEMPREGADO DE LONGA DURAÇÃO, DE UM BOM JORNALISTA, DE UM CIDADÃO QUE AMA A SUA TERRA, DE UM ORFÃO DE PÁTRIA…SOMOS , NA VERDADE, GENTE TRIPEIRA, NOBRE , LEAL E SOLIDÁRIA.E O RESTO É LETRA.