Vindouro Wine & History 2018 celebrou o “Douro” em jeito de Festa Pombalina. Foi a 16.ª edição, onde se inseriu o concurso de vinhos, “Douro em Prova”. O motivo de estar aqui foi a convite da Câmara Municipal de S. João da Pesqueira e o Fotógrafo Fernando Peneiras para um Raid fotográfico, FotoVindouro.
O programa proporcionou a visita e passagem por muitos dos lugares mais belos bem no coração da região do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade desde 2001.
Os locais escolhidos para o Raid fotográfico foram surpreendentes. Qualquer repetente, neste chão, encontra sempre uma impressionante beleza para desfrutar e registar.
O Douro não se fecha na beleza do rio, nem apenas nas suas escarpas. Esta região, uma das mais belas, é uma narrativa aberta ao constante conhecimento e divagação dos sonhos.
Lurdes Pereira
(texto e fotos)
“Ponte da Ferradosa”
Após as obras da Barragem da Valeira, em 1976, a antiga ponte foi desmantelada para ser, mais a montante, edificada uma obra de arte em ferro que atrai inúmeros turistas. Mergulhada no rio Douro e tendo como pano de fundo os verdes socalcos característicos destas nobres paisagens, este entremeio de renda metálica atrai-nos pela sua enorme beleza de enquadramento. A estrutura proporciona uma infinidade de ângulos, todos com uma beleza singular.
Quinta do Messias
Fomos recebidos naquele que é considerado o armazém mais antigo do Douro com a singularidade de construção em patamar, como uma imitação de socalco. Estas construções têm a particularidade de manter as temperaturas constantes ao longo do ano. As ripas que constituem as vasilhas estão numeradas para oferecer facilidade na montagem, em caso de restauro ou transporte. A transpiração baba do seu interior, neste berço sereno onde o vinho repousa no seu estado virgem.
Miradouro de S. Salvador do Mundo
Quase 500 metros de altitude defrontamo-nos com a Imensidão! Um olhar mítico, sagrado, único, um excesso que nos corta a respiração.
Por entre escarpas que se vão afunilando em ponto de fuga, o rio Douro desenhado em chaveta, enumera as potencialidades dentro da sua beleza ímpar.
Este majestoso parque acolhe, junto da ermida de S. Salvador do Mundo, cerca de uma dezena de ermidas, muitas do séc. XVI, visitado pela Fé e pela tradição no Dia de Corpo de Deus.
O lugar está marcado pela lenda do “Nó da giesta”. Ainda nos dias de hoje, muitas raparigas visitam este lugar. Tecem o nó nas frondosas giestas encontradas nas bermas dos caminhos para encontrar um homem a jeito para casar.
Jardins do Palácio de Cidrô
Aos pés de um palácio do séc. XIX, estende-se um imenso manto ajardinado. Junto à casa de Cidrô, o belo jardim romântico, conserva a beleza de um espaço de outrora. Aqui e ali, os bancos em ferro trabalhado enriquecem o espaço numa simbiose estonteante. Todos os atalhos convergem, no labirinto, para o centro do grande pano verde.
Mas este manto poético desce um patamar e deixa-nos entrar num novo mundo, mais aberto mas abraçado pelos “frescos” das videiras onde, por entre verdes parras, brilham as castas sorridentes.
Cortejo Pombalino
João da Pesqueira é a vila mais antiga de Portugal com Foral de 1055, ainda antes da nacionalidade. A nova Praça do Marquês foi sala de visitas deste grande acontecimento: A visita de Marquês de Pombal. Nada de estranho, já que este chão fez parte da sua infância, vila do vinho generoso, no coração do Douro vinhateiro. Mantendo a tradição, criou-se este ambiente pombalino que iniciou com o desfile até à praça do Marquês de Pombal. Marquês subiu ao “púlpito”, veio anunciar a “Região Demarcada do Douro”.
Entre as várias diversões em cartaz, o município deu relevo à história, às tradições e doces regionais. Despertaram-me à atenção os doces “Espera Marido” e “Cueca Virada”. Interessante paladar que as mulheres deram a estes pequenos doces enquanto, nas suas casas, esperavam os seus maridos. Provei, comi e gostei!
01nov18





























Reportagens fantásticas sobre belos roteiros turisticos…