Apresentado pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e pelo diretor artístico do Teatro Municipal do Porto, Tiago Guedes, em conferência de imprensa, realizada no passado dia 10 de janeiro, foi dada a conhecer a programação da temporada março/julho.
“Mantemos o forte investimento em companhias e artistas que trabalham a partir da cidade”, sublinhou Rui Moreira, destacando também aqueles cujo trabalho é referência nacional e ainda a aposta em projetos internacionais que permitem trazer ao Porto uma “programação distintiva”.
Cristiana Morganti, que trabalhou 25 anos com Pina Bausch, e outro expoente da dança como é o coreógrafo William Forsythe são apenas dois dos melhores exemplos apontados por Tiago Guedes do que os próximos meses reservam para o Rivoli e o Campo Alegre.
Destacam-se ainda: o aprofundar da aposta no Programa Paralelo (onde a mala voadora apresentará um “manual” que ensina a extrair felicidade do trabalho); o regresso de Milo Rau, desta vez com a peça “Os 120 dias de Sodoma” a partir do Marquês de Sade; “O dia da matança de Hamlet” (António Júlio/TEP); o teatro musical com Ricardo Neves-Neves e Filipe Raposo; a proposta musical que reúne Drumming GP, Joana Gama e Luís Fernandes; a evocação de Georges Battaille numa performance de Miguel Bonneville; a dança do flamenco com Rocío Molina; a ópera cómica “Simplex” pelo Quarteto Contratempus; o circo contemporâneo com Fragan Gehlker, Alexis Auffray e Maroussia Diaz Verbèke; Maria do Céu Ribeiro e Paulo Mota com a produção teatral “O amigo secreto”.
Dança, teatro, música, literatura, ópera, performance e novo circo vão encher os espaços do Rivoli e do Campo Alegre
Tal como consta do novo volume de programação também hoje apresentado, mais uma vez da autoria do designer Eduardo Aires: 58 espetáculos (com um total de 96 apresentações), sendo 16 estreias absolutas e 13 estreias nacionais. A esta programação, em que a Câmara do Porto investe cerca de 640 mil euros, juntam-se também as de festivais como o DDD – Dias da Dança e o FITEI, que surgirão num formato conjugado e farão do Porto um centro de artes performativas em abril e maio, mas que serão apresentados detalhadamente em meados de março.
Além disso, o festival de circo Trengo e o regresso da Companhia Nacional de Bailado, que encerrará a temporada com “Dom Quixote”, são dois outros marcos do que o Teatro Municipal do Porto tem preparado para este semestre.
Texto: Porto. / EeTj
Foto: Filipa Brito
01fev19