Repórter X
(Texto e fotos)
As barracas destinadas à venda de flores, velas e outros artefactos junto à entrada Norte do Cemitério do Prado do Repouso foram retiradas em meados do passado mês de dezembro, mas, mesmo assim, ainda hoje, o vazio criado suscita alguma admiração nos irregulares frequentadores do local, ou no mais distraído dos transeuntes.
A verdade é que, há algum tempo que a “morte das barracas” estava anunciada pela Câmara Municipal do Porto, alegando para o efeito, a falta de segurança. O local pode ser utilizado na mesma para a venda de produtos destinado à “veneração” dos mortos, mas em bancas desmontáveis, passando agora as licenças a ser da responsabilidade da Junta de Freguesia do Bonfim, ou seja da autarquia da área onde se encontra o cemitério.
De acordo com José Manuel Carvalho, presidente da referida autarquia, “a extinção das barraquinhas deveu-se, essencialmente, a questões de segurança dos próprios comerciantes, alertada mesmo pela Proteção Civil. Depois de extintas, ainda se levantou a hipótese da colação de outras barracas, mas preferiu-se as bancas amovíveis”.
E elas lá estão e poderão continuar a estar, só que respeitando um novo processo de licenciamento
“Com a Descentralização de Competências”, explica José Manuel Carvalho, “caberá à Junta de Freguesia, neste caso do Bonfim, a partir da altura em que for publicado o Edital, passar os respetivos licenciamentos.
Os interessados dirigir-se-ão à autarquia, candidatam-se, e sujeitos a todo um processo de candidatura, poderão se for aprovada a sua candidatura desenvolver a atividade de venda ambulante que terá zonas específicas para tal, sendo que as bancas expostas montadas serão sempre amovíveis”.
A DESPREZADA “PRAÇA” DE GONÇALVES ZARCO
É mais conhecida por Rotunda do Castelo do Queijo, mas na verdade, dá pelo nome de Praça de Gonçalves Zarco, em homenagem ao navegador português e cavaleiro fidalgo da Casa do Infante D. Henrique. Comandante de barcas, foi escolhido pelo Infante para organizar o povoamento e administrar por si a Ilha da Madeira, na parte do Funchal, a partir de cerca de 1425, e encontra-se num estado lastimável de conservação, sendo – a ter em conta as imagens – sido por diversas vezes vandalizada, sem que os responsáveis camarários pelo setor do Turismo ou Património da cidade tenham ainda dado conta disso.
A verdade, é que foram feitos já diversos avisos, via facebook, alertando para o estado lastimável em que se encontra este turístico local, mesmo em frente ao célebre Castelo do Queijo, e que não é mais que uma obra projetada pelo arquiteto catalão Manuel Solá-Morales, enquadrada no Programa Polis, do início do presente século.
O “Etc e Tal jornal” sabe que a Câmara Municipal do Porto foi alertada para o problema, mas o mesmo – tal como as muitas ervas daninhas que se encontram no local – tende a ganhar raízes pelos gabinetes dos responsáveis. Esperemos que não, para bem do turismo da cidade.
“BURACOLÂNDIA” – RUA DO PADRE ANTÓNIO VIEIRA JÁ TEM CONCORRENTE À ALTURA: A RUA DO BONFIM
Tal como na líder da “Buracolândia” portuense, pela Rua do Bonfim, entre a Igreja e o Campo 24 de Agosto, passam largas centenas de viaturas de transporte de passageiros – públicas e privadas – pelo seu corredor BUS (descendente) e pela sua via ascendente. Quem nas viaturas circula sente na pele, quando chega a esta parte da Rua do Bonfim, as consequências originadas pelos buracos , principalmente ao desce-la rumo ao Campo 24 de Agosto.
Não sabemos há quantos anos esta movimentada artéria da cidade não é intervencionada, mas há mais de 15 de certeza quase de certeza absoluta.
Por que razão está esta rua esquecida, e quando é que dela se lembram para tapar, pelo menos, alguns buracos que depressa se estão a transformar em crateras?
Fica a pergunta.
01fev19












