O passe único, que entra hoje, dia 1 de abril, em vigor e que já se encontra à venda nas lojas Andante da Área Metropolitana do Porto desde o passado 21 de março, é exclusivo apenas quem detém um título de transporte Z2. Ou seja, para quem tem o título Z4 e passar a usufruir do passe único metropolitano, a mudança é automática.
A 22 de fevereiro, a Área Metropolitana aprovou a proposta do passe único metropolitano de 40 euros para viagens intermunicipais e um outro de 30 euros para viagens dentro do concelho ou até três zonas. No âmbito da implementação do Plano de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos (PART) foi ainda deliberada a gratuitidade em toda a rede de transportes públicos até aos 12 anos, medida que entra em vigor no dia 1 de setembro.
Cumulativamente, a Câmara do Porto anunciou que vai implementar um sistema que permitirá aos seus residentes/estudantes até aos 15 anos não pagar qualquer valor quando se deslocarem em transporte público na cidade.
A medida, tomada individualmente pelo Município do Porto, é complementar à acordada no âmbito da Área Metropolitana com o Governo, podendo atingir cerca de oito mil jovens estudantes. Estima-se que o investimento municipal ronde um milhão de euros.
Câmaras do Porto e de Gaia e Conselho Metropolitano criticam (em comunicado) o Bloco de Esquerda
Entretanto, os presidentes das Câmaras do Porto e de Vila Nova de Gaia (e também do Conselho Metropolitano do Porto) emitiram comunicado sobre declarações do Bloco de Esquerda no Parlamento acerca do passe único. Bloco parece desconhecer que o passe se aplica no Porto e chama a comissão parlamentar os dois autarcas com base em pressupostos falsos.
“O Bloco de Esquerda comunico, através da Agência Lusa, que “requereu uma audição no parlamento do presidente da Área Metropolitana do Porto e do presidente da câmara portuense para prestar esclarecimentos sobre cronograma de aplicação do passe único na AMP e especificamente naquela cidade”. Nas declarações que são reproduzidas na notícia sobre o PART – Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos e sobre a sua aplicação no Porto, o BE profere um conjunto de afirmações que ou revelam um profundo e muito preocupante desconhecimento da realidade por parte dos seus representantes ou constituem manifesta má-fé que não é admissível a deputados da Nação.
O presidente da Câmara do Porto esteve e está ao lado do presidente da Área Metropolitana do Porto na aplicação do PART no Porto e na sua Área Metropolitana, e esteve, articulado com as duas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, empenhado na implementação do passe único, o que foi proposto pela primeira vez por 35 municípios, na cimeira de Sintra, depois de uma reunião havida na Câmara de Lisboa entre os dois presidentes das duas Áreas Metropolitanas na qual o presidente da Câmara do Porto colaborou ativamente desde o primeiro momento.
Entre esses 35 municípios das duas áreas metropolitanas que estavam nessa cimeira, vários eram independentes e outros eram de partidos políticos, tendo também estado presente o Senhor Presidente da República e o Governo, ao seu mais alto nível. É certo que nenhum dos autarcas era do Bloco de Esquerda, mas isso decorre do facto daquele partido não ter conseguido eleger qualquer presidente da Câmara nas 308 eleições em que participou.
A ausência do BE no poder local não pode, contudo, legitimar o desconhecimento e muito menos minimizar a mentira, quando o Porto não apenas esteve desde a primeira hora na conceção do PART como está a aplicá-lo na redução tarifária, como sabem os portuenses.
As audições parlamentares não podem servir para desmentir notícias cuja origem se desconhece, a bem da dignidade desse órgão de soberania”, lê-se (na íntegra) no comunicado enviado á comunicação social e assinado por Rui Moreira e Eduardo Vítor Rodrigues.
Texto: Porto. / GCPCMP e EeTj
FotoS: Arquivo EeTj e Porto.
01abr19
