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RIO TINTO ESTÁ (FINALMENTE) DESPOLUÍDO! OBRA DO INTERCETOR FOI CONCLUÍDA E COM ELA CRIADA A ÁREA “PULMONAR” DO PORTO ORIENTAL

O intercetor do rio Tinto é já uma realidade, e com ele a despoluição de um curso de água que nasce em Ermesinde (Valongo) e desagua no Rio Douro, junto ao Freixo, numa extensão de 10,6 quilómetros, e que durante cerca de trinta anos foi desviado, entubado, enfim, maltratado.

Foto: Filipa Brito (FB)

Hoje, o rio Tinto tem uma nova vida, assim como todos os espaços envolventes, com destaque para o Parque Oriental do Porto, que passará, dentro em breve, e na sequência da conclusão desta obra, dos atuais oito para 18 hectares.

Espaços esses constituídos por um percurso de cerca de seis quilómetros (três dos quais no Porto) com uma via pedonal e ciclável que acompanha rio  até ao Freixo, onde desagua no Douro; áreas verdejantes, zonas de fruição e melhores acessos às habitações, facto de extrema importância para milhares de pessoas que residem nas suas redondezas.

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A inauguração da obra foi realizada, na manhã do passado dia 17 de julho, junto ao Centro de Saúde de Rio Tinto, na presença do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, dos presidentes das câmaras municipais do Porto e de Gondomar (Rui Moreira e Marco Martins, respetivamente) e do vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, além de outras pessoas com responsabilidades na vida autárquica da região.

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Saiba, entretanto, que o intercetor de rio Tinto, que custou 9,7 milhões de euros, 7,9 dos quais financiados pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), permite reabilitar o emissário existente numa extensão de 1.950 metros e construir um exutor com 4.100 metros que liga as estações de tratamento das águas residuais do Meiral, em Gondomar, e do Freixo, no Porto, que no total servem mais de 140 mil habitantes.

Foto: Paulo Silva

JOÃO PEDRO MATOS FERNANDES: “ESTA OBRA ELIMINA UMA MANCHA PREOCUPANTE DE POLUIÇÃO NA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO

Foto: Paulo Silva

Na cerimónia de inauguração do intercetor, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, começou por relevar o facto de que “esta obra permite eliminar uma mancha preocupante de poluição na Área Metropolitana do Porto”.

“Quando chegámos ao Governo havia quatro manchas preocupantes de problemas de poluição na Área Metropolitana do Porto: a ETAR de Matosinhos, o rio Tinto, uma ETAR em Paços de Ferreira e outra em Campo, Valongo. Dois estão resolvidos, dois estão em resolução. São 30 milhões de euros que vão fazer com que os problemas de poluição hídrica que havia na AMP deixem de existir”, referiu ainda o governante que considerou este um “projeto relevantíssimo, como projeto intermunicipal, porque só fazia sentido com este grande compromisso da Câmara de Gondomar e da Câmara do Porto que trabalharam muito bem em conjunto”.

Foto: Paulo Silva (PS)

Como que historiando todo o processo, o ministro fez recordar que se envolveu neste projeto “ há mais ou menos quatro anos”, ou seja “pouco antes de ir para o governo”, altura em que era presidente das Águas do Porto. “Depois disso andámos muito depressa, há dois anos a obra foi consignada e hoje está feita. Não vale a pena falar dos 26 anos que antecederam esta parte, podia ter sido feito, podia, mas não foi. Também foi agora que houve fundos comunitários para o fazer e que as duas autarquias, do Porto e de Gondomar, perceberam que este era um problema grave e que só o resolviam em conjunto”, concluiu.

ERNESTO SANTOS: “O RIO TINTO VOLTOU A SER DAS PESSOAS!

Foto: Pedro N. Silva (Arquivo EeTj)

Esta empreitada releva também, e no essencial, um passo muito relevante para Campanhã, tendo em vista a integração urbanística no corpo da cidade de zonas como as do Freixo, Quinta da Revolta, Azevedo de Campanhã e Lagarteiro e dos diversos núcleos rurais até Pego Negro.

Para Ernesto Santos, presidente da Junta de Freguesia, e em declarações ao “Etc e Tal”, esta obra foi, no fundo, o concretizar de um sonho.

“Foi, na realidade, um sonho concretizado, e uma importante obra estruturante no contexto regional, no caso para Gondomar e para o Porto, e que, futuramente se alargará, por certo, a Valongo e à Maia, municípios por onde também passa o rio Tinto”.

Ainda de acordo com o responsável máximo pela Junta de Freguesia de Campanhã, “a obra une o Parque Urbano de Rio Tinto e o Parque Oriental do Porto, num respeito total pelo rio, proporcionam espaço de convívio entre as pessoas, que podem desfrutar de tudo o que o espaço oferece, ou caminhando ou até mesmo circulando de bicicleta. O rio é das pessoas e voltou a ser delas, depois de ter sido entubado e sofrido os mais diversos atentados”.

Ernesto Santos salienta, assim, “não só a importante despoluição do rio Tinto, como também a sedimentação das margens”, salientando o “trabalho em pedra que se fez no lado do Porto, e que é uma verdadeira obra de arte”.

Assim sendo, “depois de décadas de luta – onde se destaca tudo o que foi desenvolvido pela Comissão do Rio Tinto que se opôs, e muito, às decisões de certos autarcas que de Ambiente nada percebiam-, a despoluição do rio é naturalmente para nós uma bandeira”.

Uma bandeira que, para o presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, também é “da Agência Portuguesa do Ambiente, das Águas do Porto e de Gondomar e de todos quanto contribuíram para este marco ambiental em dois importantes concelhos da Área Metropolitana do Porto”.

OBRA ARRANCOU EM MAIO DE 2017

A 19 de maio de 2017 era lançada a primeira pedra para a construção do intercetor e todas as obras nas margens do rio Tinto. A cerimónia contou com a presença do primeiro-ministro António Costa, e os mesmos protagonistas da inauguração da obra efetuada a 17 de julho último. Vamos, então, fazer uma curta viagem no tempo, através dos registos do Paulo Silva ( assessor de imprensa na CM Gondomar)

E, nós por cá, brevemente faremos um passeio pelas margens do rio Tinto de modo a dar-lhe a conhecer uma obra de relevo para os concelhos do Porto e Gondomar, faltando, agora, os restantes – também eles banhados pelo rio -, ou seja, Valongo e Maia.

Texto: José Gonçalves (*)

Fotos: FBFilipa Brito (Porto.); PSPaulo Silva (CM Gondomar)

 (*)Com CMGondomar e Porto.

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