O Boavista Futebol Clube comemora hoje (01ago19) 116 anos de existência, com a tradicional cerimónia de hastear da bandeira, no estádio do Bessa, seguindo-se a celebração de uma missa em honra dos associados já desaparecidos.



O Boavista é dos mais antigos clubes de futebol em Portugal, continuando a registar-se uma guerra de datas quanto a fundações entre algumas coletividades, sendo que a do clube do Bessa é a de 01 de agosto de 1903, e isso está mais que registado.



Sendo um dos quatro grandes clubes do futebol em Portugal, pelo seu palmarés tanto nacional (um título de campeão nacional -2000-01-; duas vezes vice-campeão nacional – 1998-99/ 2001-2002; cinco Taças de Portugal e três Supertaças – isto em seniores) como internacional (três presenças na Liga dos Campeões, e várias na Taça UEFA, com destaque para a presença nas meias-finais da prova em 2002/03), o Boavista Futebol Clube é grande também pelo seu ecletismo, desenvolvendo mais de vinte modalidades desportivas (tanto profissionais como amadoras), com destaque para o atletismo, ciclismo, boxe, ginástica, andebol, bilhar, Karaté, desporto adaptado etc. e, em todas elas, com créditos firmados em termos de resultados.
É obrigatório, entretanto destacar, o trabalho que ao longo de décadas tem sido desenvolvido pelas suas escolas de formação e que têm dado um leque apreciável de excelentes atletas, de forma mais visível, para o futebol.


Depois das “amarguras” o regresso do Boavistão

Presidido na Direção, atualmente, por Vítor Murta, depois de durante décadas o lugar ter sido ocupado pelo major Valentim Loureiro e depois, pelo filho, João Loureiro, e na SAD, por Álvaro Braga Júnior, o clube “axadrezado”, que é proprietário do Estádio do Bessa Século XXI, avança para a nova temporada futebolística confiante em reafirmar o nome do clube entre os grandes, facto que a registar-se, consolidaria uma política de reestruturação levada a cabo nos últimos anos, isto após um longo período de grave crise, criado essencialmente – e isso veio a provar-se oficialmente – por ingerência de terceiros (Conselho de Disciplina da Liga dos Clubes) na vida do clube, e que o obrigou a andar – com custos para muitos inimagináveis – pelas “ruas da amargura”.
E isto tudo por causa da célebre questão relacionada com o “Apito Dourado” que também foi “Apito Final”, e que se saldou na penalização da equipa sénior do Boavista, por parte do Conselho Disciplinar(?) da Liga, com a descida de divisão e uma multa de 180 mil euros.
Penalização que acabou não só por afetar a equipa sénior (futebol) mas a instituição no seu todo, já que ela vivia, como vive, muito à custa dos êxitos do pontapé na bola.
A Justiça, tardiamente, veio, contudo, despenalizar o Boavista por “crimes” imputados pelos “dirigentes” da, então, futebolística justiça lusitana, ressarcindo-o, mas sem, na verdade, lhe colmatar os danos verificados durante mais de uma década. Este foi o facto mais vergonhoso do século, envolvendo conhecidos conselheiros (?) da considerada “futebolice nacional”.




Agora, os milhares de adeptos boavisteiros esperam que o clube – e, neste caso mais simbólico, a sua equipa sénior de futebol -, regresse aos tempos de ouro, integrando – meta ainda difícil de atingir – o lote de “europeus”, ou seja dos clubes a ter direito à presença em competições do velho continente.

O Boavista é atualmente orientado por Lito Vidigal, que depois de ter tomado conta da equipa na reta final do campeonato da época passada, conseguiu retirá-la dos últimos lugares da tabela – com risco de descida de divisão – a catapulta-la para o oitavo posto da classificação.
A ver vamos como decorrerá a época 2019-20…
Hoje, e para já, Parabéns… Boavista!
Apontamento: José Gonçalves
Fotos: José Gonçalves e Pedro Abreu (Arquivo EeTj); e pesquisa Google
01ago19



