Luís Filipe Silva
Começo hoje esta participação na vida do “Etc e Tal Jornal” com muito gosto e prazer, numa rúbrica que muito me agrada, tentando ser igualmente um meio de dar a conhecer um pouco da minha atividade diária.
Na verdade, este trabalho que me proponho fazer, pretende mostrar elementos importantes sobre saúde, partindo do princípio que é sempre melhor preservar a saúde, a energia e a vitalidade do que tratar a doença. Assim, nesta primeira abordagem, pretendo falar de um problema que afeta milhares de pessoas.
O Síndrome de Pânico, ou os Ataques de Pânico, são altamente condicionantes e incapacitantes para quem sofre ou tenta enfrentar um mundo que se tornou agressivo e pouco habitável, tornando simples tarefas e até aquilo que antes eram passeios de descontração e prazer, num terror, num autêntico sacrifício, quase desumano. Aqui fica.
Os Ataques de Pânico, também conhecidos por Crises de Ansiedade, podem definir-se como situações patológicas que surgem de forma inesperada e sem um motivo que o justifique.
Durante o ataque existe uma marcada e intensa sensação de temor, acompanhada de vários sintomas como: palpitações, sensação de falta de ar, dor no peito ou apenas desconforto nessa região, medo de morrer ou de enlouquecer, sensação de irrealidade, ondas de calor, sensação de desmaio. Ao nível cerebral observam-se nestas situações alterações fisiológicas a nível da norepinefrina, Seretonina e na atividade do ácido gama-aminobutírico.
Apesar de durar apenas alguns minutos, a vivência de um ataque de pânico é uma experiência muito intensa e marcante, que condiciona muitas vezes a vida futura das pessoas que o sofrem, passando estas a sentir constantemente o receio de um novo ataque, chegando a evitar locais onde já sofreram ataques de pânico, o que poderá causar grandes constrangimentos a nível pessoal e profissional.
Quem sofre de Ataques de Pânico pode também interpretar sinais fisiológicos normais (como por ex. ouvir o bater do coração) de uma forma errada, assumindo que algo não está bem. Esta situação gera uma ansiedade constante que potencia a ocorrência de um novo ataque de pânico, gerando assim uma espécie de ciclo que torna difícil a vida de quem sofre deste transtorno.
É comum para quem sofre de Ataques de Pânico acreditar que algo não está bem com seu coração, pulmões ou cérebro, devido aos sintomas que surgem (palpitações, taquicardia; dificuldade respiratória; confusão mental).
No entanto, os Ataques de Pânico têm quase sempre origem num conjunto de conflitos emocionais ou traumas passados que têm de ser ultrapassados. É também comum, por estes motivos, os Ataques de Pânico serem confundidos com a Depressão.
O tratamento aos Ataques de Pânico é feito de uma forma integrada e multidisciplinar, sempre tendo como base que para tratar os Ataques de Pânico, é necessário perceber a causa dos mesmos, trabalhando no campo psicológico e emocional do paciente, atuando de forma a combater a ansiedade que se instala e que desencadeia o desequilíbrio.
O Tratamento tem sempre início numa consulta inicial de Anamnese (história clínica), Medicina Quântica (análise), onde é feita não só uma observação aos níveis físicos, psicológicos e emocionais, mas promovendo-se também de imediato o tratamento aos desequilíbrios detetados. Consoante as necessidades terapêuticas específicas, será elaborado um plano de tratamento multidisciplinar, que poderá não só ser feito através da Medicina Quântica (análise), como também através da Alimentação, massagem, Acupunctura, entre outras técnicas, isoladamente ou associadas.
Luís Filipe Silva 2019
Sendo uma situação altamente condicionante para quem sofre deste distúrbio, existem factores dos quais o paciente não deve abrir mão: – A manutenção da confiança em si própria, a persistência quanto à vontade de ultrapassar o problema e a paciência de seguir à risca uma terapia que a seu tempo, começa a demonstrar resultados muito bons, após umas quantas sessões de terapia.
Quanto às terapias e terapêuticas, a transversalidade é fundamente, procedendo-se a uma abordagem com base na psicologia, associada à ”luta” contra uma espécie de inimigo oculto que se manifesta sem pudor, em qualquer local, a qualquer hora.
Estas são as bases e o ponto de partida para o retorno de uma vida feliz, sem medos e de acordo com os padrões de qualidade de vida que qualquer ser humano merece.
Assim, vamos em frente com alguma tranquilidade, sabendo que a recuperação depende em muito da sua postura e por isso contamos com a sua força interior e capacidade de luta.
Já agora, seria bom poder envolver o seu marido / esposa na terapia, aprendendo algumas formas de agir perante a adversidade de uma crise de pânico.
Fotos: pesquisa Google
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