Esta rubrica dá a conhecer a toponímia portuense, através de interessantes artigos publicados em “O Primeiro de Janeiro”, na década de setenta do século passado. Assina…
Cunha e Freitas (*)
“A capela de Santo André (…) deu nome à serventia que, saindo da Rua de Santo Ildefonso, ia ter defronte de S. Lázaro e chegaria talvez, à actual Rua do Morgado de Mateus.
Assim a vemos nas plantas de Maldonado (1798), de Balck (1813), do Costa Lima (1839) e de Mangeon.
Encontrá-mo-la já com esta denominação em registos paroquiais de Santo Ildefonso, no ano de 1642, e daí por diante.
Obras sucessivas, de que já fizemos menção, alteraram grandemente o traçado desta rua, hoje reduzida ao troço entre a de Santo Ildefonso e a Praça dos Poveiros.
A correnteza de casas no lado sul desta praça é outro vestígio da velha artéria arrabaldina, que até há pouco se manteve intacta na sua tão característica arquitectura portuense do século XIX. Arquitectura que, infelizmente, está a ser sistematicamente destruída sem que, ao menos, fosse primeiro estudada, como merecia.”
(*) Artigo publicado em “O Primeiro de Janeiro”, na rubrica “Toponímia Portuense”, publicado em 01-07-1971.
Na próxima edição de “RUAS” DO PORTO destaque para a “RUA DE SÃO BARTOLOMEU”
Fotos: pesquisa Bing
01fev20

Ainda me lembro do ex restaurante “Transmontano” frequentado por alguns noctívagos do Porto, e pessoas dos jornais da altura como o Século, diretor da Regina e quantos mais. Saudades dos pregos em pão que saiam perto do meia noite.